A Vitru Educação iniciou 2026 com um trimestre positivo, marcado por crescimento de receita, melhora relevante de EBITDA ajustado, forte geração de caixa livre, avanço da base de alunos e continuidade da desalavancagem.
A receita líquida consolidada foi de R$579,2 milhões no 1T26, alta de 6,1% frente ao 1T25. O crescimento veio em um contexto de maior qualidade de captação, aumento do engajamento dos alunos e maior peso da modalidade semipresencial.
O EBITDA ajustado foi de R$235,1 milhões, alta de 16% frente ao 1T25. A margem EBITDA ajustada subiu para 40,6%, ganho de 3,5 pontos percentuais. Esse é um dos principais sinais positivos do trimestre, porque mostra que a companhia cresceu receita com maior eficiência operacional.
O lucro líquido contábil foi de R$794,7 milhões, contra R$49,9 milhões no 1T25. Porém, esse número precisa ser lido com cautela, porque foi fortemente impactado por imposto de renda diferido positivo relacionado à incorporação societária. Por isso, o lucro líquido ajustado é mais útil para avaliar a recorrência do resultado.
O lucro líquido ajustado por imposto caixa foi de R$91,8 milhões, alta de 24,1% frente ao 1T25, com margem líquida ajustada de 15,9%. Esse indicador mostra melhora real da rentabilidade, sem depender apenas do efeito contábil do imposto diferido.
O fluxo de caixa livre foi de R$217,1 milhões, alta de 85,6% frente ao 1T25. A conversão de caixa livre subiu para 82,6%, contra 53,2% no 1T25. Esse foi o principal destaque financeiro do trimestre.
A dívida líquida ex-IFRS16 caiu para R$1,5 bilhão, redução de 20,9% frente a março de 2025. A alavancagem caiu para 1,75x, contra 2,41x no 1T25 e 1,99x no fim de 2025. A trajetória de desalavancagem ficou mais clara e reforça a melhora da estrutura financeira.
A leitura central é positiva. A Vitru Educação mostrou crescimento com melhora de margem, caixa forte, redução de dívida e melhor qualidade da base. A cautela fica para o lucro contábil inflado por imposto diferido, o resultado financeiro ainda negativo, a dívida ainda relevante e a necessidade de adaptação ao novo marco regulatório do EAD.