Empresa em crescimento

VIVT3 - Vivo

1T/2026

Telecomunicações

Telefonia e banda larga

Matriz: São Paulo - SP

A Vivo (Telefônica Brasil, negociada sob o ticker VIVT3) é a maior operadora de telecomunicações do país e líder absoluta no mercado de comunicações móveis. A companhia atua na prestação de serviços de telefonia móvel (4G e 5G), transmissão de voz e dados, e internet banda larga fixa de alta velocidade por meio de uma das maiores redes de fibra óptica do mundo, oferecendo também serviços de TV por assinatura, soluções corporativas de TI, computação em nuvem e um ecossistema integrado de serviços digitais em saúde, finanças e educação.

← Voltar para a lista
Total de ações 3.226.546.622
Ações ordinárias 3.226.546.622
Ações preferenciais Não
Free float 707.098.992 — 21,92%
Maior acionista Telefónica S.A. — 39,32%
Tesouraria 30.974.848 — 0,96%

Data: 2026-05-29

R$ 32,95
-2,37% no dia
R$ 43,18 R$ 16,43
2016 2026
Valor de mercado R$ 108,50 bi
Volume 5,62 mi
P/L externo 16,6x
Dividend yield 12m 2,79%
JCP
27/04/2026
R$ 0,11
JCP
25/03/2026
R$ 0,06
JCP
23/02/2026
R$ 0,10
JCP
29/12/2025
R$ 0,11

Análise de preço da ação

Leitura de valuation cruzando preço de mercado, proventos e fundamentos auditáveis.

descontada com risco
P/L 17,6x
EV/EBITDA 4,9x
P/VP 1,6x
Dividend yield 12m 2,79%
Data da análise 08/06/2026

Desconto operacional sólido, mas com ressalvas estruturais

Com valor de mercado de R$108,50 bi e cotação de R$35,25 próxima da mínima de 52 semanas (R$28,36 contra topo de R$43,47), a Telefônica Brasil aparece com múltiplos comprimidos no EV/EBITDA de 4,9x, abaixo da operadora comparável do setor, ainda que o P/L de 17,6x fique acima da mediana setorial. A leitura de desconto se apoia em fundamentos consistentes: a receita anual cresceu 35,3% entre 2021 e 2025, o EBITDA evoluiu para R$24,8 bi com margem perto de 41,6%, a alavancagem segue baixa (dívida líquida/EBITDA de 0,5x no anual) e o 1T26 confirmou a tendência, com receita +7,4%, lucro líquido subindo para R$1,26 bi e caixa avançando para R$9,06 bi. O dividend yield de 7,2% reforça o perfil defensivo e recorrente da companhia.

O desconto, porém, não é totalmente limpo e exige acompanhamento. O resultado financeiro piorou para R$720,5 mi negativos no 1T26, pressionado pelo maior endividamento após a aquisição da FiBrasil e por arrendamentos relevantes, enquanto o CAPEX segue elevado (R$2,05 bi no trimestre) e consome parte da forte geração operacional. Também há aumento da provisão para inadimplência, intensidade de capital estrutural do setor, competição em móvel e fibra, e a execução ainda incerta da venda de ativos de cobre e imóveis prevista até 2028. Por isso a classificação fica em desconto com risco: os números operacionais sustentam a tese, mas a recuperação plena do retorno depende de monetização do 5G, controle do financeiro e disciplina entre capex, caixa livre e proventos.

Indicadores principais

Receita líquida R$ 15.457.015
EBITDA R$ 6.207.380
Lucro líquido R$ 1.256.551
Dívida líquida R$ 10.650.770
Margem líquida 8,13%
FCO R$ 5.297.382

Vivo cresceu receita, lucro e caixa no 1T26, impulsionada por pós-pago e fibra. Tese positiva por escala e dividendos. Monitorar CAPEX e concorrência.

A Vivo entregou crescimento de receita, lucro operacional, lucro líquido e forte geração de caixa no 1T26, apoiada em pós-pago, fibra, 5G, B2B digital e monetização da base de clientes. A tese é positiva pela escala, recorrência, caixa elevado e capacidade de investimento. O usuário deve monitorar resultado financeiro mais pesado, CAPEX, arrendamentos, inadimplência, competição e execução da venda de ativos de cobre e imóveis.

Trajetória recente

Demonstrações Financeiras 2021

2021 foi um ano sólido para a Vivo. A companhia cresceu receita, EBITDA e lucro líquido, manteve forte geração de caixa operacional e continuou reforçando sua posição como uma das principais operadoras de telecomunicações do país. O desempenho foi sustentado pela expansão da fibra, pela resiliência da operação móvel, pela base relevante de clientes e pela disciplina operacional. A leitura central é positiva.

Demonstrações Financeiras 2022

2022 foi um ano de crescimento operacional e transformação estratégica para a Vivo. A companhia aumentou a receita consolidada, ampliou lucro bruto, manteve geração de caixa operacional muito forte e avançou em frentes estruturais importantes, como fibra, 5G e integração dos ativos móveis adquiridos da Oi. A leitura operacional é positiva. A Vivo continuou se consolidando como uma das empresas mais fortes do setor de telecomunicações no Brasil, com marca relevante, grande base de clientes, rede móvel ampla, expansão acelerada da fibra e alta capacidade de investimento.

Demonstrações Financeiras 2023

2023 foi um ano forte para a Vivo. A companhia voltou a crescer receita consolidada, ampliou lucro bruto, melhorou o resultado operacional e aumentou o lucro líquido em relação a 2022. O desempenho mostra uma empresa ainda muito sólida dentro do setor de telecomunicações, com escala, marca forte, base recorrente de clientes, capacidade de investimento e geração de caixa robusta. A leitura central é positiva.

Demonstrações Financeiras 2024

2024 foi mais um ano forte para a Vivo. A companhia cresceu receita consolidada, ampliou lucro bruto, melhorou o resultado operacional, aumentou o lucro líquido e manteve geração de caixa operacional muito robusta. O desempenho reforça a leitura de uma empresa defensiva, recorrente e de alta qualidade dentro do setor de telecomunicações brasileiro. A leitura central é positiva.

Demonstrações Financeiras 2025

2025 foi mais um ano forte para a Vivo. A companhia voltou a crescer receita, lucro bruto, resultado operacional, lucro líquido e caixa operacional. A leitura central é positiva: a Vivo manteve trajetória consistente de expansão, reforçou sua base de clientes, avançou em fibra, pós-pago, Vivo Total, serviços digitais e manteve forte capacidade de geração de caixa. A empresa encerrou 2025 com 116,7 milhões de acessos, a maior base de clientes de sua história.

Resumo fundamentalista

A Vivo apresentou um 1T26 forte, com crescimento de receita, lucro bruto, resultado operacional, lucro líquido e geração de caixa operacional. A companhia segue combinando escala, rentabilidade, forte posição de caixa, expansão em fibra e 5G, monetização da base móvel, crescimento em B2B digital e remuneração relevante ao acionista.

A receita líquida consolidada foi de R$15,457 bilhões no 1T26, contra R$14,390 bilhões no 1T25, crescimento de aproximadamente 7,4%. O lucro bruto subiu de R$6,354 bilhões para R$6,943 bilhões. O resultado antes do financeiro e dos tributos cresceu de R$1,985 bilhão para R$2,324 bilhões. O lucro líquido consolidado foi de R$1,257 bilhão, acima dos R$1,056 bilhão do 1T25.

O fluxo de caixa operacional consolidado também foi forte, em R$5,297 bilhões, acima dos R$5,091 bilhões do 1T25. A companhia encerrou março de 2026 com caixa e equivalentes consolidados de R$9,063 bilhões, além de aplicações financeiras de curto prazo.

A leitura central é positiva. A Vivo segue como uma companhia de alta qualidade operacional, com receita recorrente, base de clientes ampla, geração de caixa robusta, forte presença em móvel e fibra, e capacidade de investir em rede mantendo lucro e remuneração aos acionistas. Os pontos de atenção são resultado financeiro mais negativo, CAPEX elevado, arrendamentos relevantes, provisão para inadimplência maior e necessidade de continuar defendendo participação e monetização em um setor competitivo.

Pontos de atenção

O primeiro risco é o resultado financeiro. O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$720,5 milhões, pior que no 1T25. A companhia atribuiu a pressão ao maior nível de endividamento após a aquisição da FiBrasil e ao aumento dos passivos de arrendamento. Esse ponto reduz parte do ganho operacional na linha final.

O segundo risco é CAPEX e intensidade de capital. Telecom exige investimento contínuo em rede, fibra, 5G, tecnologia e capacidade. O CAPEX de R$2,047 bilhões é administrável frente à geração de caixa, mas precisa continuar gerando retorno.

O terceiro risco é arrendamentos. O passivo de arrendamento é elevado e estrutural no setor. O usuário deve acompanhar métricas de caixa após leases e o peso dos pagamentos de arrendamento na geração livre de caixa.

O quarto risco é inadimplência. As perdas estimadas para redução ao valor recuperável das contas a receber foram de R$434,6 milhões no consolidado, acima do 1T25. A expansão do pós-pago melhora recorrência e valor, mas também aumenta exposição a risco de crédito.

O quinto risco é competição. O mercado móvel e de fibra é competitivo, com pressão de preço, ofertas convergentes, players regionais, necessidade de qualidade de rede e disputa por clientes de maior valor.

O sexto risco é linhas legadas. A transição de cobre e serviços tradicionais para fibra e serviços digitais é positiva, mas exige execução. Quedas em linhas legadas precisam ser compensadas por crescimento em FTTH, móvel, B2B digital e novos ecossistemas.

O sétimo risco é regulação. Telecom depende de Anatel, obrigações setoriais, espectro, regras de concessão/autorização, judicializações, tributos, FUST/FUNTTEL e decisões regulatórias que podem afetar custos e investimentos.

Leitura final

A Vivo teve um 1T26 de alta qualidade. A companhia cresceu receita, lucro bruto, resultado operacional, lucro líquido e caixa operacional. O desempenho foi sustentado por pós-pago, monetização da base, fibra, B2B digital, serviços digitais, aparelhos e investimentos em rede.

A empresa segue financeiramente forte, com grande geração operacional de caixa, caixa elevado, patrimônio líquido robusto e capacidade de remunerar acionistas. Ao mesmo tempo, o negócio é intensivo em CAPEX e arrendamentos, e o resultado financeiro ficou mais pesado após FiBrasil e expansão de infraestrutura.

Para o usuário, a Vivo deve ser classificada como empresa em crescimento. A tese é positiva pela escala, geração de caixa, lucro, crescimento em serviços, avanço em fibra e 5G, e expansão em serviços digitais. O acompanhamento deve focar em resultado financeiro, CAPEX, arrendamentos, inadimplência, competição e execução da venda de ativos legados.

Privacidade & Cookies
Utilizamos cookies próprios e de parceiros para medir o desempenho das campanhas e melhorar sua experiência. Ao aceitar, você autoriza a coleta de dados conforme a LGPD — Lei 13.709/2018.