A Vivara iniciou 2026 com crescimento de receita, margem bruta mais alta, expansão do canal digital e manutenção de forte posicionamento competitivo. O trimestre mostra continuidade da força operacional da companhia, mas com lucro líquido menor por causa de maior despesa financeira, despesas comerciais mais altas e menor comparação favorável de subvenção.
A receita bruta líquida de devoluções foi de R$751,8 milhões no 1T26, crescimento de 13,8% frente ao 1T25. A receita líquida foi de R$595,5 milhões, alta de 10,9%. O crescimento foi sustentado por desempenho positivo das lojas físicas, avanço do digital e aumento da base de lojas nos últimos doze meses.
O lucro bruto foi de R$415,6 milhões, alta de 14,2%, com margem bruta de 69,8%. A margem ficou acima da registrada no 1T25, apoiada por mix mais rentável em joias, reposicionamento de preços, normalização de custos de importação e proteção parcial do custo médio por dinâmica de estoques e reaproveitamento de metais.
O EBITDA ajustado pré-IFRS foi de R$96,7 milhões, com margem de 16,2%. Em base comparável de subvenção estável, a companhia indicou estabilidade de margem frente ao 1T25, com crescimento de EBITDA de 14,1%. Isso mostra que a queda da margem reportada reflete, em parte, efeitos de comparabilidade e maior investimento comercial.
O lucro líquido contábil foi de R$80,8 milhões, abaixo dos R$115 milhões do 1T25. Em visão pré-IFRS, o lucro líquido foi de R$88,2 milhões, queda de 27,9%. A leitura é positiva do ponto de vista operacional, mas com atenção à queda do lucro líquido e à maior pressão financeira.
A leitura central para o usuário é de empresa em crescimento, com fundamentos operacionais fortes. A Vivara segue aumentando vendas, preservando margem bruta elevada, fortalecendo Life e digital, e mantendo balanço robusto. A cautela fica na recorrência da margem, no nível elevado de estoques, no resultado financeiro mais negativo e na necessidade de transformar crescimento em lucro líquido e caixa de forma consistente.