Empresa em crescimento

VIVA3

Vivara

1T/2026

Consumo cíclico

Joalheria

Matriz: São Paulo - SP

Vivara é a maior rede de joalherias da América Latina, atuando no desenvolvimento, fabricação e comercialização de joias, relógios e acessórios de luxo. O modelo de negócios da companhia destaca-se por ser totalmente verticalizado — abrangendo desde o design das peças e produção fabril até a distribuição exclusiva —, monetizando sua operação no varejo físico por meio das lojas tradicionais Vivara, quiosques e da marca em forte expansão de apelo jovem Life by Vivara.

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Total de ações 236.197.769
Ações ordinárias 236.197.769
Ações preferenciais Não
Free float 123.598.325 — 52,33%
Maior acionista Nelson Kaufman — 27,41%
Tesouraria 1.228.228 — 0,52%

Data: 2026-06-15

R$ 23,54
1,99% no dia
R$ 36,10 R$ 10,72
2019 2026
Valor de mercado R$ 5,45 bi
Volume 2,97 mi
P/L externo 9,5x
Dividend yield 12m 2,96%
DIVIDENDO
19/12/2025
R$ 0,70
DIVIDENDO
22/04/2025
R$ 0,66
DIVIDENDO
29/04/2024
R$ 0,37
DIVIDENDO
27/04/2023
R$ 0,36

Análise de preço da ação

Leitura de valuation cruzando preço de mercado, proventos e fundamentos auditáveis.

descontada com risco
P/L 0,0x
EV/EBITDA -
P/VP 0,0x
Dividend yield 12m 2,96%
Data da análise 29/06/2026

Valuation descontado, mas com ressalvas no lucro

Com valor de mercado de R$5,45 bi e cotação próxima da mínima de 52 semanas (R$23,54, ante máxima de R$36,65), a Vivara aparece descontada frente a fundamentos sólidos. A trajetória anual de 2021 a 2025 mostra receita líquida saindo de R$1,47 bi para R$3,03 bi, margem bruta perto de 70%, margem EBITDA elevada (29,4% em 2025) e geração de caixa operacional reforçada para R$468,9 mi no acumulado anual. A força das marcas Vivara e Life, o SSS positivo, o avanço do digital e o patrimônio líquido de R$2,95 bi sustentam a leitura de que o múltiplo comprimido não reflete a qualidade da operação.

A ressalva é que o desconto não está limpo. O lucro líquido anual recuou de R$653,4 mi (2024) para R$619,5 mi (2025) e, no 1T26, caiu para R$80,8 mi ante R$115 mi no 1T25, pressionado por resultado financeiro mais negativo, despesas comerciais maiores e menor comparação favorável de subvenção. A dívida líquida sobre EBITDA passou a positiva, os estoques seguem elevados (R$1,6 bi) e o fluxo de caixa operacional individual do trimestre foi negativo. A receita continuou crescendo (10,9% no 1T26) e a margem bruta melhorou, mas a conversão de crescimento em lucro e caixa ainda precisa ser confirmada antes de tratar esse desconto como sem risco.

Indicadores principais

Receita líquida R$ 595.512.365
EBITDA R$ 132.042.049
Lucro líquido R$ 80.796.141
Dívida líquida R$ 204.696.188
Margem líquida 13,57%
FCO R$ -39.650.769

Vivara cresce no 1T26 com margem bruta de 70% e expansão da Life, mantendo tese saudável com sinal verde apesar de lucro menor e estoques elevados.

A Vivara segue com fundamentos operacionais acima da média, combinando crescimento de receita, SSS positivo, margem bruta próxima de 70%, avanço do digital e expansão consistente da Life. O 1T26 teve pontos de atenção, principalmente lucro líquido menor, resultado financeiro mais pressionado e estoques ainda elevados, mas esses fatores não mudam a leitura central de qualidade: a companhia mantém força de marca, alta rentabilidade, balanço sólido e capacidade de crescer com retorno. A tese permanece positiva, desde que a empresa continue convertendo expansão em caixa, preserve margens em base comparável e avance na disciplina de capital de giro.

Trajetória recente

Demonstrações Financeiras 2021

A Vivara encerrou 2021 com forte crescimento operacional, recuperação clara frente a 2020 e desempenho acima do período pré-pandemia. A companhia conseguiu expandir receita, lucro bruto, EBITDA ajustado e lucro líquido, mesmo após um primeiro semestre ainda afetado por restrições de funcionamento em shopping centers. A receita bruta líquida de devoluções foi de R$1,8 bilhão, crescimento de 37,7% frente a 2020 e 23,7% acima de 2019. O avanço mostra que a empresa não apenas recuperou o impacto da pandemia, mas também ampliou escala em relação ao patamar pré-crise.

Demonstrações Financeiras 2022

Vivara encerrou 2022 com novo ano de forte crescimento, expansão recorde de lojas, avanço relevante da Life by Vivara e melhora de rentabilidade. A companhia conseguiu crescer receita, lucro bruto, EBITDA ajustado e lucro líquido em cima de uma base já forte de 2021. A receita da companhia foi de R$2,3 bilhões em 2022, crescimento de 25,7% frente ao ano anterior. O desempenho foi impulsionado pela retomada plena das lojas físicas, pela expansão da área de vendas, pelo crescimento de vendas mesmas lojas e pela força da marca Life.

Demonstrações Financeiras 2023

A Vivara encerrou 2023 com mais um ano de crescimento forte, expansão recorde de lojas, avanço relevante da Life by Vivara e manutenção de rentabilidade elevada. A companhia continuou ganhando escala, mesmo depois de dois anos já fortes em recuperação pós-pandemia e expansão orgânica. A receita bruta líquida de devoluções foi de R$2,8 bilhões em 2023, crescimento de 21,2% frente a 2022. No 4T23, a companhia atingiu R$1 bilhão de receita bruta líquida de devoluções, crescimento de 24% frente ao 4T22, marcando o maior trimestre de vendas da história da empresa.

Demonstrações Financeiras 2024

A Vivara encerrou 2024 com crescimento forte de receita, expansão relevante da rede, melhora expressiva de rentabilidade operacional e lucro líquido recorde. A companhia manteve a trajetória de expansão da marca principal e da Life by Vivara, agora com ganhos adicionais de eficiência, revisão da estrutura corporativa e melhor alocação de produtos em loja. A receita bruta líquida de devoluções foi de R$3,3 bilhões, crescimento de 17,3% frente a 2023. A receita líquida foi de R$2,6 bilhões, alta de 17,8%.

Demonstrações Financeiras 2025

Vivara encerrou 2025 com novo ano de crescimento operacional, expansão de lojas, avanço da Life by Vivara, aceleração digital e geração de caixa operacional mais forte. A companhia continuou ampliando escala no mercado brasileiro de joias, mantendo margens elevadas e reforçando a eficiência do modelo omnichannel. A receita bruta líquida de devoluções ficou próxima de R$3,8 bilhões em 2025, crescimento de 16,2% frente a 2024. A receita líquida ficou próxima de R$3 bilhões, alta de 17,4%.

Resumo fundamentalista

A Vivara iniciou 2026 com crescimento de receita, margem bruta mais alta, expansão do canal digital e manutenção de forte posicionamento competitivo. O trimestre mostra continuidade da força operacional da companhia, mas com lucro líquido menor por causa de maior despesa financeira, despesas comerciais mais altas e menor comparação favorável de subvenção.

A receita bruta líquida de devoluções foi de R$751,8 milhões no 1T26, crescimento de 13,8% frente ao 1T25. A receita líquida foi de R$595,5 milhões, alta de 10,9%. O crescimento foi sustentado por desempenho positivo das lojas físicas, avanço do digital e aumento da base de lojas nos últimos doze meses.

O lucro bruto foi de R$415,6 milhões, alta de 14,2%, com margem bruta de 69,8%. A margem ficou acima da registrada no 1T25, apoiada por mix mais rentável em joias, reposicionamento de preços, normalização de custos de importação e proteção parcial do custo médio por dinâmica de estoques e reaproveitamento de metais.

O EBITDA ajustado pré-IFRS foi de R$96,7 milhões, com margem de 16,2%. Em base comparável de subvenção estável, a companhia indicou estabilidade de margem frente ao 1T25, com crescimento de EBITDA de 14,1%. Isso mostra que a queda da margem reportada reflete, em parte, efeitos de comparabilidade e maior investimento comercial.

O lucro líquido contábil foi de R$80,8 milhões, abaixo dos R$115 milhões do 1T25. Em visão pré-IFRS, o lucro líquido foi de R$88,2 milhões, queda de 27,9%. A leitura é positiva do ponto de vista operacional, mas com atenção à queda do lucro líquido e à maior pressão financeira.

A leitura central para o usuário é de empresa em crescimento, com fundamentos operacionais fortes. A Vivara segue aumentando vendas, preservando margem bruta elevada, fortalecendo Life e digital, e mantendo balanço robusto. A cautela fica na recorrência da margem, no nível elevado de estoques, no resultado financeiro mais negativo e na necessidade de transformar crescimento em lucro líquido e caixa de forma consistente.

Pontos de atenção

O primeiro risco é a queda do lucro líquido frente ao 1T25.

O segundo risco é a piora do resultado financeiro.

O terceiro risco é o aumento dos estoques consolidados para R$1,6 bilhão.

O quarto risco é a necessidade de continuidade da otimização de estoques.

O quinto risco é a margem EBITDA ajustada reportada ter caído para 16,2%.

O sexto risco é a pressão de despesas com vendas, marketing, frete e realocação de peças entre lojas.

O sétimo risco é a queda de volume reportada na categoria Life, influenciada pela subcategoria Moments.

O oitavo risco é a exposição a ouro, prata, câmbio, importações e fornecedores internacionais.

O nono risco é a maior complexidade com instrumentos derivativos e empréstimos em moeda estrangeira.

O décimo risco é a execução da expansão Life sem canibalização relevante da marca principal.

O décimo primeiro risco é a necessidade de manter crescimento digital sem pressionar excessivamente despesas de tecnologia, logística e marketing.

O décimo segundo risco é a operação internacional no Panamá ainda estar em fase exploratória.

Leitura final

O 1T26 foi positivo para a Vivara do ponto de vista operacional. A companhia cresceu receita, aumentou margem bruta, manteve SSS forte, expandiu lojas Life, acelerou o digital e preservou posição competitiva robusta.

A leitura positiva vem da força da marca, da resiliência da categoria de joias, do crescimento do digital, da maturação das lojas Life e da capacidade de sustentar margem bruta próxima de 70%. A empresa segue com balanço forte e operação rentável.

A cautela está na conversão do crescimento em lucro líquido e caixa. O resultado financeiro piorou, o lucro líquido caiu, as despesas comerciais aumentaram e os estoques continuam elevados. Para o usuário, o trimestre deve ser lido como continuidade de uma tese de crescimento saudável, mas com necessidade de acompanhar margem comparável, giro de estoque, despesas financeiras, maturação da Life e execução do digital nos próximos trimestres.

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