O primeiro risco é margem. O EBITDA ajustado caiu 60%, e a margem caiu para 4,3%. A empresa precisa provar que os ganhos de eficiência, novos contratos e recuperação de volumes conseguirão recompor rentabilidade.
O segundo risco é alavancagem. A dívida líquida caiu, mas a relação dívida líquida/EBITDA ajustado subiu para 4,02x, por causa da queda do EBITDA acumulado. Esse nível exige disciplina financeira e recuperação operacional.
O terceiro risco é demanda. A queda de 9% nos volumes físicos mostra que os mercados de veículos comerciais e aplicações off-road seguem fracos. A recuperação esperada no segundo semestre precisa se materializar em pedidos, produção, faturamento e margem.
O quarto risco é câmbio. A apreciação do real e do peso mexicano frente ao dólar impactou negativamente o resultado. Como a companhia tem operação e receitas globais, variações cambiais podem afetar receita, custos, margens e dívida.
O quinto risco é Brasil. Juros altos, inadimplência elevada e desempenho fraco do agronegócio pressionaram veículos comerciais e off-road no mercado doméstico. Esse ambiente pode continuar afetando volumes.
O sexto risco é execução da reestruturação. O projeto de otimização industrial pode gerar ganhos relevantes, mas exige execução, realocação de produção, controle de qualidade, manutenção do nível de serviço e preservação do relacionamento com clientes.
O sétimo risco é prejuízo líquido. O prejuízo aumentou para R$94 milhões, e o resultado operacional ficou negativo. A tese só melhora se a companhia voltar a gerar lucro operacional e líquido de forma consistente.