O primeiro risco é liquidez. O passivo circulante consolidado de R$948,8 milhões é muito superior ao ativo circulante de R$204,8 milhões. Essa diferença mostra pressão relevante de curto prazo.
O segundo risco é dívida. Empréstimos, financiamentos e debêntures somam valores elevados, com grande concentração no curto prazo. A empresa consumiu R$54,1 milhões no fluxo de financiamento apenas com pagamentos de dívida no trimestre.
O terceiro risco é queda de receita. A receita líquida consolidada caiu 35,8%, e a receita líquida ajustada caiu 44,3%. A saída da Concer explica boa parte da queda, mas também reduz escala e geração operacional futura.
O quarto risco é prejuízo recorrente. A companhia segue no prejuízo, com perda consolidada de R$11,8 milhões no 1T26. Mesmo com melhora operacional antes do financeiro, o resultado financeiro negativo ainda impede lucro.
O quinto risco é regulação e concessões. A Concebra depende de relicitação, decisões da ANTT, decisões judiciais, eventuais indenizações, obrigações de manutenção e definição sobre o futuro da concessão. Esse ambiente traz incerteza elevada.
O sexto risco é Concer. Mesmo após o encerramento da operação, a companhia ainda precisa tratar haveres, deveres, ativos reversíveis, indenizações e responsabilidades contratuais. A resolução desses temas pode afetar caixa e balanço.
O sétimo risco é operações descontinuadas. O resultado positivo de operações descontinuadas ajudou a reduzir o prejuízo, mas não deve ser tratado como operação recorrente principal. A dependência de ativos em venda ou descontinuação reduz previsibilidade.