A Tegma apresentou um 1T26 positivo em crescimento de receita, geração de caixa e posição financeira, mas com pressão relevante de margem. A companhia se beneficiou do crescimento do mercado automotivo doméstico, do aumento da quantidade de veículos transportados, da maior distância média por veículo e da expansão das operações da Fastline. Mesmo assim, a margem bruta caiu e o lucro líquido ficou abaixo do 1T25.
A receita líquida consolidada foi de R$521,3 milhões, crescimento de 18,4% contra o 1T25. O lucro bruto foi de R$83,9 milhões, praticamente estável contra os R$84,3 milhões do 1T25. A margem bruta caiu de 19,2% para 16,1%. O EBITDA foi de R$74,2 milhões, alta de 7,7%, mas a margem EBITDA caiu de 15,6% para 14,2%. O lucro líquido foi de R$38,8 milhões, queda de 11,3%.
A leitura central é positiva, com atenção à margem. A Tegma cresceu receita, gerou caixa livre de R$71,2 milhões, encerrou o trimestre com caixa líquido de R$59 milhões, manteve ROIC elevado de 30,4% e segue bem posicionada em logística automotiva. Porém, o crescimento de receita veio com menor margem bruta, reflexo de pátios, diesel, custos operacionais pontuais e descasamento temporário de repasses.