A Taurus apresentou um 1T26 de risco elevado, com receita consolidada praticamente estável, mas forte piora de margem, EBITDA negativo, resultado operacional negativo e prejuízo líquido. A companhia segue com ativos industriais relevantes, presença internacional, marcas fortes, carteira de pedidos relevante e possível recuperação de valores pagos a maior em tarifas nos Estados Unidos. Porém, o trimestre ainda mostrou operação pressionada e estrutura financeira que exige cuidado.
A receita líquida consolidada foi de R$354,9 milhões no 1T26, contra R$349,1 milhões no 1T25, crescimento de apenas 1,7%. O mercado interno cresceu 14,8%, para R$75,8 milhões, enquanto o mercado externo caiu 1,4%, para R$279,2 milhões. Apesar da receita levemente maior, o lucro bruto caiu de R$112,9 milhões para R$100,1 milhões, e a margem bruta caiu de 32,3% para 28,2%.
O EBITDA foi negativo em R$20,1 milhões, contra EBITDA positivo de R$7 milhões no 1T25. O resultado antes do financeiro e tributos foi negativo em R$35,4 milhões, contra resultado negativo de R$4,5 milhões no 1T25. O resultado líquido consolidado foi prejuízo de R$36,6 milhões, contra lucro de R$18,6 milhões no mesmo período do ano anterior.
A leitura central é de ativo de risco, mas com possibilidade de melhora. A companhia sofreu com tarifa de 50% sobre exportações para os EUA durante boa parte do trimestre, maior custo, margem menor, despesas operacionais elevadas e acordo jurídico nos Estados Unidos. Por outro lado, o fim da tarifa de 50%, a restituição estimada de US$18 milhões, a carteira de pedidos próxima de US$100 milhões e a expansão no segmento de defesa podem melhorar a performance futura.