Desconto real, mas pendente de confirmação operacional
Com valor de mercado de R$591,63 mi e cotação de R$6,36, próxima da mínima de 52 semanas (R$6,28), a Romi negocia com múltiplos comprimidos: P/L de 6,9x, EV/EBITDA de 7,0x e, sobretudo, P/VP de 0,5x, ou seja, abaixo da metade do patrimônio líquido de R$1,25 bi. Soma-se a isso um dividend yield estimado em 8,5% via JCP recorrentes, o que reforça a leitura de valor de mercado descontado para uma companhia industrial sólida, com caixa relevante e carteira de pedidos robusta, com destaque para a unidade Burkhardt+Weber.
O desconto, porém, exige cautela e não pode ser lido como limpo. No anual de 2025 a margem EBITDA caiu para 12,3% e o lucro líquido recuou para R$86,17 mi, e o 1T26 piorou esse quadro: receita caiu 19,1% contra o 1T25, o EBITDA encolheu para R$7,35 mi, o lucro líquido ficou em apenas R$2,37 mi e o caixa operacional diminuiu, com dívida líquida em R$557,79 mi. A tese depende da conversão da carteira em receita, recuperação de margem e retomada de EBIT positivo recorrente, especialmente em Máquinas Romi e Fundidos e Usinados, ainda pressionados. Por isso o desconto é real, mas precisa ser confirmado pelos próximos resultados antes de ser tratado como oportunidade consolidada.