Neutro / cautela

ROMI3 - Indústrias Romi

1T/2026

Bens industriais

Máquinas e equipamentos industriais

Matriz: Santa Bárbara d'Oeste - SP

Empresa líder brasileira na fabricação de máquinas-ferramenta, máquinas para processamento de plásticos e fundidos e usinados. A companhia desenvolve e produz equipamentos de alta tecnologia — como tornos CNC, centros de torneamento, centros de usinagem e injetoras de plástico —, atendendo a uma ampla gama de setores industriais, incluindo o automotivo, de bens de consumo, agrícola, de óleo e gás e de ferramentaria, tanto no mercado interno quanto no exterior.

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Total de ações 93.170.747
Ações ordinárias 93.170.747
Ações preferenciais Não
Free float 47.361.530 — 50,83%
Maior acionista Fenix Empreend. S.A. — 17,76%
Tesouraria Não

Data: 2026-05-29

R$ 6,36
0,16% no dia
R$ 35,90 R$ 1,70
2016 2026
Valor de mercado R$ 591,63 mi
Volume 164,10 mil
P/L externo 7,6x
Dividend yield 12m 5,66%
JCP
30/12/2025
R$ 0,18
JCP
22/09/2025
R$ 0,18
JCP
16/06/2025
R$ 0,18
JCP
17/03/2025
R$ 0,18

Análise de preço da ação

Leitura de valuation cruzando preço de mercado, proventos e fundamentos auditáveis.

descontada com risco
P/L 6,9x
EV/EBITDA 7,0x
P/VP 0,5x
Dividend yield 12m 5,66%
Data da análise 07/06/2026

Desconto real, mas pendente de confirmação operacional

Com valor de mercado de R$591,63 mi e cotação de R$6,36, próxima da mínima de 52 semanas (R$6,28), a Romi negocia com múltiplos comprimidos: P/L de 6,9x, EV/EBITDA de 7,0x e, sobretudo, P/VP de 0,5x, ou seja, abaixo da metade do patrimônio líquido de R$1,25 bi. Soma-se a isso um dividend yield estimado em 8,5% via JCP recorrentes, o que reforça a leitura de valor de mercado descontado para uma companhia industrial sólida, com caixa relevante e carteira de pedidos robusta, com destaque para a unidade Burkhardt+Weber.

O desconto, porém, exige cautela e não pode ser lido como limpo. No anual de 2025 a margem EBITDA caiu para 12,3% e o lucro líquido recuou para R$86,17 mi, e o 1T26 piorou esse quadro: receita caiu 19,1% contra o 1T25, o EBITDA encolheu para R$7,35 mi, o lucro líquido ficou em apenas R$2,37 mi e o caixa operacional diminuiu, com dívida líquida em R$557,79 mi. A tese depende da conversão da carteira em receita, recuperação de margem e retomada de EBIT positivo recorrente, especialmente em Máquinas Romi e Fundidos e Usinados, ainda pressionados. Por isso o desconto é real, mas precisa ser confirmado pelos próximos resultados antes de ser tratado como oportunidade consolidada.

Indicadores principais

Receita líquida R$ 220.971
EBITDA R$ 7.348
Lucro líquido R$ 2.365
Dívida líquida R$ 557.791
Margem líquida 1,07%
FCO R$ 16.432

Romi segue em cautela: 1T26 teve queda de receita, EBIT negativo e menor caixa operacional, apesar da melhora na B+W. Tese exige recuperar margens.

A empresa segue como empresa industrial sólida, com caixa relevante, carteira robusta e melhora importante na B+W. A classificação é de cautela porque no 1T26 a receita caiu, o EBIT consolidado ficou negativo, o lucro líquido foi muito baixo e o caixa operacional diminuiu frente ao 1T25. O usuário deve acompanhar conversão da carteira em receita, recuperação de margem, EBIT positivo recorrente, controle de estoques, evolução da B+W, Máquinas Romi e Fundidos e Usinados.

Trajetória recente

Demonstrações Financeiras 2021

2021 foi um ano muito forte para a Romi. A companhia apresentou crescimento expressivo de receita, lucro bruto, resultado operacional, EBITDA e lucro líquido. O desempenho foi sustentado pela retomada da demanda industrial no Brasil e no exterior, pela consolidação das novas linhas de produtos da unidade Máquinas Romi, pela recuperação gradual da subsidiária alemã Burkhardt+Weber e pela forte demanda em Fundidos e Usinados. A leitura operacional é positiva.

Demonstrações Financeiras 2022

2022 foi mais um ano forte para a Romi. A companhia voltou a crescer receita consolidada, lucro bruto, resultado operacional e lucro líquido. O desempenho mostrou continuidade da boa fase iniciada em 2021, com destaque para Máquinas Romi e Fundidos e Usinados. A empresa também melhorou bastante a geração de caixa operacional em relação a 2021, quando o crescimento havia consumido muito capital de giro.

Demonstrações Financeiras 2023

2023 foi um ano de desaceleração operacional para a Romi depois do ciclo muito forte observado em 2021 e 2022. A companhia teve queda relevante de receita consolidada, lucro bruto, resultado operacional e lucro líquido. O desempenho indica normalização da demanda industrial e menor conversão da carteira em faturamento, especialmente após a redução de novos pedidos já observada no fim de 2022. A leitura central é mista.

Demonstrações Financeiras 2024

2024 foi mais um ano de ajuste para a Romi. Depois da desaceleração observada em 2023, a companhia manteve receita consolidada praticamente estável, mas com queda de lucro bruto, resultado operacional e lucro líquido. O desempenho mostra que a empresa ainda não voltou ao ciclo forte de 2021 e 2022, quando a demanda por máquinas, fundidos e projetos industriais estava mais aquecida. A leitura central é de cautela operacional, mas sem sinal de crise financeira.

Demonstrações Financeiras 2025

2025 foi um ano de recuperação parcial de receita para a Romi, mas ainda com rentabilidade pressionada. A companhia voltou a crescer receita consolidada em relação a 2024, manteve lucro líquido positivo e encerrou o exercício com caixa e aplicações financeiras em patamar relevante. Porém, o lucro bruto cresceu pouco, o resultado operacional antes do financeiro caiu e o lucro líquido atribuído à controladora recuou novamente. A leitura central é de empresa sólida, mas ainda em cautela operacional.

Resumo fundamentalista

O 1T26 foi um trimestre de leitura mista para a Romi. A companhia apresentou carteira de pedidos robusta, com crescimento em relação ao fim de 2025, e destacou bom volume de novos negócios, especialmente na unidade Máquinas Burkhardt+Weber. A administração reforçou a resiliência do modelo de negócios, a relevância da locação de máquinas e da fintech PRODZ, além da força da carteira da B+W para execução em 2026 e 2027.

Apesar desses pontos positivos, o resultado financeiro do trimestre foi fraco. A receita consolidada caiu em relação ao 1T25, o lucro bruto diminuiu, o EBIT consolidado ficou negativo e o lucro líquido consolidado caiu de forma expressiva. O resultado líquido ainda foi positivo, mas muito baixo. Isso mostra que a Romi continua em fase de cautela operacional, com demanda e carteira em algumas frentes, mas baixa conversão em rentabilidade no curto prazo.

A leitura central para o usuário é de empresa sólida, com ativos industriais relevantes e carteira importante, mas ainda sem recuperação clara de resultado. O trimestre mostra bons sinais comerciais para o futuro, principalmente em B+W, mas a operação consolidada ainda precisa recuperar receita, margem e lucro operacional.

Pontos de atenção

O primeiro risco é a baixa rentabilidade operacional. O EBIT consolidado ficou negativo no 1T26, mesmo com carteira robusta. A empresa precisa transformar carteira e pedidos em receita com margem.

O segundo risco é receita menor. A queda da receita consolidada em relação ao 1T25 mostra que a recuperação ainda não está consolidada.

O terceiro risco é Fundidos e Usinados. A unidade continua pressionada por demanda fraca em eólico, automotivo e agrícola. Esse segmento pode continuar afetando margem e utilização de capacidade.

O quarto risco é capital de giro. Estoques aumentaram no trimestre, enquanto a receita caiu. Se a carteira não se converter em faturamento, o estoque pode pressionar caixa.

O quinto risco é dependência de B+W. A melhora de carteira e margem da B+W é positiva, mas aumenta a importância dessa unidade para a recuperação da tese. O usuário deve acompanhar execução, prazos e margem dos projetos.

O sexto risco é ambiente macro. Juros altos, confiança industrial baixa e incertezas externas podem manter clientes cautelosos em investimentos de bens de capital.

Leitura final

A empresa no 1T26 apresentou sinais comerciais positivos, mas resultado fraco. A carteira consolidada cresceu, a B+W mostrou força e a companhia manteve iniciativas relevantes em locação de máquinas e PRODZ. Esses pontos melhoram a visibilidade para os próximos trimestres.

Por outro lado, a receita caiu, o EBIT ficou negativo, o lucro líquido foi muito baixo e o caixa operacional diminuiu em relação ao 1T25. A operação ainda não mostrou recuperação suficiente de rentabilidade. A Romi segue sendo uma empresa sólida e bem posicionada industrialmente, mas o momento ainda exige cautela.

Para o usuário, a leitura atual deve ser neutra/cautelosa. A tese pode melhorar se a carteira robusta, especialmente da B+W, se converter em receita, margem, caixa e lucro operacional positivo nos próximos trimestres. Enquanto isso não acontecer, a empresa deve ser acompanhada como uma companhia sólida, mas ainda em recuperação operacional.

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