O primeiro risco é a ausência de receita. A companhia não teve receita líquida consolidada no 1T26. Sem faturamento, a empresa depende de aportes dos controladores e de postergação/renegociação de obrigações para manter a estrutura.
O segundo risco é a liquidez. O caixa consolidado de R$4 mil e caixa zerado na controladora mostram liquidez imediata muito frágil.
O terceiro risco é continuidade operacional. A administração informa apoio dos controladores, mas a retomada depende de remontagem industrial, localização adequada, instalação de equipamentos, gabaritos, fornecedores e capacidade de voltar a produzir.
O quarto risco é patrimônio líquido negativo. Mesmo com aumento de capital, o patrimônio líquido consolidado permaneceu negativo em R$13,903 milhões, e o prejuízo acumulado é muito elevado.
O quinto risco é endividamento tributário e parcelamentos. A companhia possui acordo de transação tributária PGFN, parcelamentos estaduais, municipais e credores de plano de parcelamento. Esses passivos continuam relevantes frente ao tamanho da empresa.
O sexto risco é dependência dos controladores. O aporte de capital de R$11,702 milhões foi essencial no trimestre, e a própria administração informa que os controladores continuarão aportando recursos durante o período sem faturamento regular.
O sétimo risco é execução da nova planta. A empresa espera instalar boa parte da estrutura fabril no segundo ou terceiro trimestre de 2026, mas atrasos podem prolongar o período sem receita e aumentar a necessidade de caixa.