O primeiro risco é a rentabilidade. O EBITDA ajustado caiu 12,9% contra o 1T25, e a margem EBITDA ajustada caiu de 13,3% para 12%. A melhora contra o 4T25 é positiva, mas ainda precisa ser confirmada em base anual.
O segundo risco é lucro líquido. O resultado consolidado foi negativo em R$5,8 milhões, e o resultado atribuído aos controladores foi negativo em R$ 47,6 milhões. Isso impede uma classificação verde neste trimestre.
O terceiro risco é resultado financeiro. O resultado financeiro consolidado foi negativo em R$202 milhões, pior que os R$167,2 milhões negativos do 1T25. As despesas financeiras seguem elevadas e consomem parte relevante do resultado operacional.
O quarto risco é alavancagem. A alavancagem sem Banco Randon caiu para 3,17x, e pela métrica de covenant ficou em 2,81x, mas ainda é um nível que exige disciplina. A companhia depende de geração de caixa, controle de investimentos e melhora de EBITDA para seguir reduzindo esse indicador.
O quinto risco é execução operacional. Projetos de automação, migração de sistemas, implantação do 4Mobility, integração de aquisições e expansão de centros logísticos podem gerar ganhos futuros, mas também causam impactos pontuais de margem e serviço no curto prazo.
O sexto risco é ciclo dos mercados atendidos. A companhia depende de caminhões, implementos, reposição, OEMs, agronegócio, transporte, mercado externo e crédito. Juros elevados, demanda mais fraca ou mix desfavorável podem afetar volumes e margens.