O primeiro risco é a qualidade do lucro. O lucro líquido consolidado foi alto, mas fortemente beneficiado pelo clawback da Real Estruturas. Excluindo esse efeito e amortização de intangíveis, o lucro líquido ajustado foi negativo em R$1,2 milhão. O usuário deve evitar tratar o lucro contábil do 1T26 como recorrente.
O segundo risco é alavancagem e despesa financeira. As despesas financeiras aumentaram e o lucro ajustado foi pressionado pela estrutura de capital que sustentou o ciclo recente de crescimento e aquisições. A maturação dos ativos precisa gerar caixa suficiente para reduzir alavancagem organicamente.
O terceiro risco é ROIC. O ROIC ajustado caiu de 15,6% para 10,5%, principalmente pelo menor giro do capital investido após aquisição da SEMEP. A tese só melhora estruturalmente se o capital investido passar a girar mais e gerar margem adequada.
O quarto risco é mineração. A entrada em operações minerárias aumenta o potencial de crescimento, mas também traz exposição a clima, paralisações, ativos próprios, CAPEX, produtividade e maior intensidade de capital.
O quinto risco é execução de M&A. O clawback da Real mostra que nem toda aquisição gerou valor no ritmo esperado. A empresa precisa demonstrar disciplina na integração, captura de sinergias, recomposição de carteira e retorno sobre o capital investido.
O sexto risco é capital de giro e contas a receber. O caixa operacional melhorou, mas o crescimento de contratos e a execução de projetos podem pressionar recebíveis, mobilização, desmobilização, equipamentos e necessidades de capital.