Neutro / cautela

PLPL3 - Plano & Plano Desenvolvimento Imobiliário

1T/2026

Construção civil

Incorporações

Matriz: São Paulo - SP

Uma das maiores construtoras e incorporadoras do mercado imobiliário brasileiro, focada no desenvolvimento de empreendimentos residenciais de médio e baixo padrão. A companhia opera de forma verticalizada — desde a prospecção de terrenos e desenvolvimento de projetos até a construção própria e comercialização —, destacando-se como uma das principais operadoras e referências de eficiência no programa habitacional federal Minha Casa, Minha Vida na região metropolitana de São Paulo.

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Total de ações 203.901.000
Ações ordinárias 203.901.000
Ações preferenciais Não
Free float 55.537.791 — 27,24%
Maior acionista Cyrela Brazil Realty S.A. — 33,43%
Tesouraria 958.335 — 0,47%

Data: 2026-05-29

R$ 8,43
-0,94% no dia
R$ 18,00 R$ 1,92
2020 2026
Valor de mercado R$ 1,74 bi
Volume 842,10 mil
P/L externo 5,1x
Dividend yield 12m 5,85%
DIVIDENDO
29/12/2025
R$ 0,49
DIVIDENDO
28/01/2025
R$ 1,01
DIVIDENDO
18/01/2024
R$ 0,50
DIVIDENDO
15/01/2024
R$ 0,50

Análise de preço da ação

Leitura de valuation cruzando preço de mercado, proventos e fundamentos auditáveis.

descontada com risco
P/L 4,1x
EV/EBITDA 3,2x
P/VP 1,5x
Dividend yield 12m 5,85%
Data da análise 16/06/2026

Valuation descontado, mas com ressalvas no trimestre

Com valor de mercado de R$1,74 bi e cotação próxima da mínima de 52 semanas (R$8,19, contra topo de R$18,02), a Plano&Plano negocia com múltiplos comprimidos: P/L de 4,1x, EV/EBITDA de 3,2x e P/VP de 1,5x, além de dividend yield estimado em 5,8%. O histórico anual reforça essa leitura de desconto: a receita saltou para R$3,28 bi em 2025, o EBITDA evoluiu para R$537,8 mi e o ROE seguiu elevado, com dívida líquida praticamente neutra e caixa robusto, o que dá lastro fundamentalista à compressão dos múltiplos.

A ressalva está na qualidade recente do crescimento. No 1T26, apesar da receita crescer 21,4% sobre o 1T25, o lucro bruto ficou estável, a margem bruta recuou de cerca de 32,8% para 27,3%, o resultado operacional caiu e o lucro atribuído aos controladores encolheu para R$40,8 mi. Soma-se a isso caixa operacional ainda negativo, aumento de recebíveis e estoques, resultado financeiro que virou negativo e dívida líquida que deixou de ser neutra, indo a R$68,7 mi. Por isso a leitura é de desconto com risco: o valuation está atrativo nos números, mas precisa de confirmação de que a compressão de margem e a queda de lucro são temporárias antes de tratar o desconto como limpo.

Indicadores principais

Receita líquida R$ 738.328
EBITDA R$ 75.538
Lucro líquido R$ 44.126
Dívida líquida R$ 89.266
Margem líquida 5,98%
FCO R$ -50.800

Plano & Plano manteve crescimento de receita no 1T26, mas queda no lucro e compressão de margens acendem sinal de alerta e exigem cautela dos investidores.

A Plano & Plano manteve crescimento de receita no 1T26, com receita líquida consolidada de R$738,3 milhões, alta frente ao 1T25, e preservou estrutura financeira sólida, com patrimônio líquido de R$1,16 bilhão, caixa relevante e dívida líquida de apenas R$68,7 milhões, equivalente a 5,9% do patrimônio líquido. Porém, o lucro bruto ficou praticamente estável em R$201,3 milhões, a margem bruta caiu para cerca de 27,3%, o resultado antes do financeiro e tributos caiu para R$ 69,7 milhões e o lucro atribuído aos controladores recuou para R$ 40,8 milhões. A companhia segue sendo uma empresa em crescimento, mas o trimestre exige postura neutra/cautelosa por compressão de margens, queda de lucro, caixa operacional ainda negativo, aumento de recebíveis e estoques, e leve alta da alavancagem líquida.

Trajetória recente

Demonstrações Financeiras 2021

A Plano & Plano encerrou 2021 com crescimento relevante de escala, lucro positivo e rentabilidade elevada, mas já com pressão visível de custos de construção sobre as margens. A companhia cresceu receita líquida, lucro bruto, resultado operacional e lucro líquido, mantendo perfil de incorporadora focada no segmento econômico e no mercado de São Paulo. A receita líquida consolidada foi de R$1,27 bilhão em 2021, contra R$900,9 milhões em 2020, crescimento de 41,1%. O lucro bruto consolidado foi de R$396,7 milhões, contra R$331,6 milhões no ano anterior, crescimento de 19,6%.

Demonstrações Financeiras 2022

Plano & Plano encerrou 2022 com crescimento de receita, vendas e lançamentos, mantendo lucro líquido positivo, mas ainda com margem pressionada em relação a 2021. A companhia continuou expandindo sua operação no segmento de baixa e média renda, com forte presença em São Paulo, e mostrou recuperação sequencial no 4T22. A receita líquida consolidada foi de R$1,49 bilhão em 2022, contra R$1,27 bilhão em 2021, crescimento de 17,4%. O lucro bruto consolidado foi de R$429,9 milhões, contra R$396,8 milhões no ano anterior, crescimento de 8,4%.

Demonstrações Financeiras 2023

Plano & Plano encerrou 2023 com forte crescimento operacional, expansão relevante de receita, recuperação de margem, lucro líquido recorde e geração de caixa expressiva. O ano marcou um salto de escala para a companhia, impulsionado por vendas líquidas recordes, lançamentos recordes, maior participação do programa Pode Entrar e melhora do ambiente do Minha Casa Minha Vida. A receita líquida consolidada foi de R$ 2,072 bilhões em 2023, contra R$1,49 bilhão em 2022, crescimento de 38,9%. O lucro bruto consolidado foi de R$703,3 milhões, contra R$429,9 milhões no ano anterior, crescimento de 63,6%.

Demonstrações Financeiras 2024

Encerrou 2024 com mais um ano de forte crescimento operacional e financeiro. A companhia ampliou receita, lucro bruto, resultado operacional, lucro líquido e patrimônio líquido, mantendo posição de liquidez robusta e escala crescente no segmento de baixa e média renda. A receita líquida consolidada foi de R$2,5 bilhões em 2024, contra R$2,072 bilhões em 2023, crescimento de 25%. O lucro bruto consolidado foi de R$856,3 milhões, contra R$703,3 milhões no ano anterior, crescimento de 21,8%.

Demonstrações Financeiras 2025

Plano & Plano encerrou 2025 com mais um ano de crescimento forte, lucro elevado e estrutura financeira ainda saudável. A companhia ampliou receita, lucro bruto, EBITDA ajustado, lucro líquido e patrimônio líquido, mantendo alta velocidade de vendas e posição praticamente neutra em dívida líquida. A receita líquida consolidada foi de R$3,28 bilhões em 2025, contra R$2,58 bilhões em 2024, crescimento de 26,7%. O lucro bruto consolidado foi de R$1,02 bilhão, contra R$856,3 milhões no ano anterior, crescimento de 19,1%.

Resumo fundamentalista

A Plano & Plano iniciou 2026 ainda em trajetória de crescimento, mas com sinais claros de compressão de margem e queda de lucro frente ao 1T25. A companhia manteve receita em expansão, patrimônio líquido maior e liquidez relevante, mas o lucro bruto praticamente não cresceu, as despesas comerciais aumentaram, o resultado financeiro piorou e o lucro líquido caiu de forma relevante.

A receita líquida consolidada foi de R$738,3 milhões no 1T26, contra R$608,2 milhões no 1T25, crescimento de 21,4%. O avanço confirma continuidade de escala e maior reconhecimento de receita dos projetos em andamento.

O lucro bruto consolidado foi de R$201,3 milhões, praticamente estável frente aos R$199,6 milhões do 1T25. Como a receita cresceu mais que o lucro bruto, a margem bruta contábil caiu de aproximadamente 32,8% para cerca de 27,3%.

O resultado antes do financeiro e dos tributos foi de R$69,7 milhões, contra R$95,9 milhões no 1T25. Essa queda mostra que a expansão de receita não se converteu em crescimento operacional no trimestre.

O resultado financeiro consolidado foi negativo em R$4,6 milhões, contra resultado positivo de R$1,68 milhão no 1T25. As receitas financeiras cresceram, mas as despesas financeiras subiram mais, refletindo maior uso de dívida, CRIs e instrumentos financeiros na estrutura.

O lucro líquido consolidado foi de R$44,1 milhões, contra R$80,8 milhões no 1T25. O lucro atribuído aos controladores foi de R$40,8 milhões, contra R$66,9 milhões no mesmo período do ano anterior.

A leitura central para o usuário é de empresa ainda em crescimento, mas com postura neutra/cautelosa no trimestre. A Plano & Plano segue saudável em balanço, com patrimônio líquido positivo, liquidez relevante, escala crescente e dívida líquida ainda baixa frente ao patrimônio. Porém, a queda de margem, lucro, resultado operacional e piora financeira exigem atenção.

Pontos de atenção

O primeiro ponto de atenção é a compressão de margem. A margem bruta caiu de aproximadamente 32,8% no 1T25 para cerca de 27,3% no 1T26. Essa queda mostra que o custo cresceu acima da receita.

O segundo ponto é a queda do lucro. O lucro líquido consolidado caiu de R$80,8 milhões para R$44,1 milhões, e o lucro atribuído aos controladores caiu de R$66,9 milhões para R$40,8 milhões.

O terceiro ponto é a piora do resultado operacional. O resultado antes do financeiro e dos tributos caiu de R$95,9 milhões para R$69,7 milhões, mesmo com crescimento de receita.

O quarto ponto é a alta das despesas comerciais. As despesas comerciais subiram de R$53,8 milhões para R$73,4 milhões. Esse aumento precisa ser acompanhado em conjunto com vendas, VSO, lançamentos e estoque disponível.

O quinto ponto é o resultado financeiro. O resultado financeiro passou de positivo para negativo, e as despesas financeiras subiram para R$36,5 milhões. O impacto ainda é administrável, mas a tendência deve ser monitorada.

O sexto ponto é a virada para dívida líquida positiva. A dívida líquida de R$68,7 milhões ainda representa apenas 5,9% do patrimônio líquido, mas mostra aumento de alavancagem em relação ao caixa líquido do fim de 2025.

O sétimo ponto é o aumento de recebíveis e estoques. Contas a receber totais chegaram a cerca de R$1,57 bilhão e estoques totais a cerca de R$1,48 bilhão. Esses saldos sustentam crescimento, mas aumentam a necessidade de capital de giro e execução.

Também é importante acompanhar as obrigações por aquisição de imóveis, cessão de recebíveis, CRIs e instrumentos financeiros derivativos. A estrutura é administrável, mas ficou mais complexa com a expansão da companhia.

Leitura final

A Plano & Plano manteve crescimento de receita no 1T26, com receita líquida consolidada de R$738,3 milhões, alta frente ao 1T25, e preservou estrutura financeira sólida, com patrimônio líquido de R$1,16 bilhão, caixa relevante e dívida líquida de apenas R$68,7 milhões, equivalente a 5,9% do patrimônio líquido. Porém, o lucro bruto ficou praticamente estável em R$201,3 milhões, a margem bruta caiu para cerca de 27,3%, o resultado antes do financeiro e tributos caiu para R$69,7 milhões e o lucro atribuído aos controladores recuou para R$40,8 milhões. A companhia segue sendo uma empresa em crescimento, mas o trimestre exige postura neutra/cautelosa por compressão de margens, queda de lucro, caixa operacional ainda negativo, aumento de recebíveis e estoques, e leve alta da alavancagem líquida.

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