A Plascar apresentou um 1T26 com sinais claros de recuperação operacional, mas ainda dentro de uma estrutura financeira bastante pressionada. A companhia aumentou receita, melhorou margem bruta, reverteu EBITDA negativo para EBITDA positivo e gerou caixa operacional. Porém, continuou apresentando prejuízo líquido elevado, patrimônio líquido negativo, excesso relevante de passivos circulantes sobre ativos circulantes e despesa financeira muito pesada.
A receita líquida consolidada foi de R$273,6 milhões no 1T26, contra R$264,7 milhões no 1T25, crescimento de 3,4%. O lucro bruto subiu de R$26,1 milhões para R$35,7 milhões, com margem bruta de 13,1%, acima dos 9,9% do 1T25. O EBITDA consolidado foi de R$10,1 milhões, contra EBITDA negativo de R$269 mil no 1T25. Esses números mostram avanço operacional relevante.
Apesar disso, o prejuízo líquido consolidado foi de R$54,4 milhões. O resultado financeiro foi negativo em R$47,1 milhões, consumindo praticamente toda a melhora operacional. O patrimônio líquido consolidado estava negativo em R$777,6 milhões, pior que os R$723,2 milhões negativos de dezembro de 2025. A leitura central, portanto, é de ativo de risco com melhora operacional em andamento.