A Mundial iniciou 2026 com receita consolidada menor, melhora de margem bruta e EBITDA ainda positivo, mas com piora relevante no prejuízo líquido. O trimestre mostra uma operação que segue gerando resultado antes do financeiro, porém ainda muito pressionada por despesas financeiras, equivalência patrimonial negativa e estrutura de capital frágil.
A receita líquida consolidada foi de R$238,4 milhões no 1T26, queda de 3,7% frente ao 1T25. A redução interrompe a sequência recente de crescimento anual e reflete início de ano mais moderado após o patamar mais alto registrado no fim de 2025.
O lucro bruto consolidado foi de R$93,1 milhões, crescimento de 3% frente ao 1T25. A margem bruta subiu para 39,1%, contra 36,5% no mesmo período do ano anterior. Esse é o principal ponto operacional positivo do trimestre, porque mostra ganho de eficiência no custo dos produtos vendidos e melhor composição de mix.
O resultado operacional antes do financeiro foi de R$26,7 milhões, queda de 5,7%. O EBITDA foi de R$30,6 milhões, queda de 5,4%, com margem EBITDA de 12,8%. A companhia manteve EBITDA positivo, mas com retração frente ao ano anterior.
O prejuízo líquido foi de R$16 milhões, muito pior que o prejuízo de R$654 mil do 1T25. A principal pressão veio do resultado financeiro negativo de R$44,3 milhões, alta de 33,7%, além de despesas operacionais maiores e equivalência patrimonial negativa no individual.
A leitura central para o usuário é de cautela elevada. A Mundial segue com marcas fortes, margem bruta melhor e operação ainda gerando EBITDA, mas o resultado líquido piorou, o patrimônio líquido caiu, a deficiência de capital de giro permanece e a pressão financeira continua impedindo uma recuperação confortável.