A Mills apresentou um 1T26 forte, com crescimento de receita, expansão de EBITDA ajustado, margem elevada, lucro líquido muito superior ao 1T25, geração de caixa robusta e redução da alavancagem. A companhia mostrou resiliência mesmo em um trimestre sazonalmente mais fraco para o setor, afetado por menor ritmo de atividade, chuvas e sazonalidade típica do começo do ano.
A receita líquida consolidada foi de R$461,2 milhões, crescimento de 11,8% contra o 1T25. O EBITDA ajustado foi de R$235,1 milhões, alta de 13,8%, com margem EBITDA ajustada de 51%, expansão de 0,9 ponto percentual. O lucro líquido consolidado foi de R$197 milhões, crescimento de 190,1%, com margem líquida de 42,7%. Esse lucro, porém, foi afetado positivamente por efeitos não recorrentes ligados a créditos extemporâneos. Por isso, o lucro líquido caixa de R$104,4 milhões é uma leitura mais prudente da recorrência operacional.
A leitura central é positiva. A Mills segue crescendo com margem elevada, boa conversão de EBITDA em caixa, alavancagem controlada, ROIC alto e estrutura de capital saudável. O ponto de atenção é separar o efeito extraordinário no lucro líquido contábil da performance recorrente, além de acompanhar CAPEX, utilização da frota, ciclo de demanda e retorno sobre capital.