A Magazine Luiza apresentou um 1T26 de transição, com sinais positivos em margem, EBITDA, caixa e lojas físicas, mas ainda com pressão relevante em vendas totais, e-commerce, resultado financeiro e lucro líquido. A companhia segue focada em rentabilidade, disciplina operacional, controle de despesas, capital de giro e fortalecimento do ecossistema, mas o trimestre ainda não mostrou retomada plena de crescimento consolidado.
As vendas totais, incluindo lojas físicas, e-commerce próprio e marketplace, somaram R$15,2 bilhões, queda de 5,6% contra o 1T25. A receita líquida consolidada foi de R$9,206 bilhões, queda de 2%. A margem bruta subiu levemente para 30,8%, avanço de 0,2 ponto percentual, refletindo foco em rentabilidade e melhor desempenho das lojas físicas. O EBITDA ajustado foi de R$717,6 milhões, com margem de 7,8%, mas ainda abaixo do 1T25. O resultado líquido ajustado foi negativo em R$33,9 milhões, e o resultado líquido contábil foi negativo em R$55,2 milhões.
A leitura central é de cautela. A Magazine Luiza tem escala, marca forte, ecossistema digital, lojas físicas resilientes, Luizacred lucrativa, caixa total relevante e geração de caixa operacional positiva nos últimos 12 meses. Porém, ainda precisa provar retomada sustentável de vendas online, recuperação do marketplace, diluição de despesas e conversão do EBITDA em lucro líquido.