A Melnick iniciou 2026 com melhora relevante de receita, lucro bruto, lucro líquido consolidado e lucro atribuído aos controladores frente ao 1T25. A companhia também apresentou bom volume de vendas líquidas, lançou dois empreendimentos, manteve estoque e landbank relevantes e preservou caixa líquido quando excluída a dívida de SFH.
A receita líquida consolidada foi de R$320,4 milhões no 1T26, contra R$225,18 milhões no 1T25. O lucro bruto consolidado foi de R$77,8 milhões, acima dos R$50,923 milhões do 1T25. O lucro líquido consolidado foi de R$36 milhões, contra R$21,18 milhões no mesmo período do ano anterior. O lucro atribuído aos sócios da controladora foi de R$25 milhões, contra R$13,4 milhões no 1T25.
A administração destacou receita líquida de R$320,5 milhões, aumento de 42% frente ao mesmo período do ano anterior, lucro bruto de R$77,8 milhões, margem bruta ajustada de 28,5%, lucro líquido de R$25 milhões no trimestre, margem líquida antes da participação dos minoritários de 11,2% e crescimento de 86% do lucro líquido frente ao 1T25.
O trimestre também foi positivo em atividade comercial. A companhia lançou dois empreendimentos, com VGV bruto de R$ 248,6 milhões e VGV de R$213,5 milhões na participação Melnick. As vendas líquidas somaram R$300,3 milhões na participação Melnick, sendo R$218,2 milhões referentes à venda de estoques, alta de 67% frente ao 1T25.
A leitura central para o usuário é de empresa em crescimento, mas com postura cautelosa. O resultado operacional e comercial melhorou, mas o caixa operacional consolidado foi negativo em R$30,2 milhões, a dívida líquida informada subiu para R$452,3 milhões e a relação dívida líquida sobre patrimônio líquido chegou a 36,6%. A companhia segue com fundamentos operacionais relevantes, mas a alavancagem e a conversão de vendas em caixa exigem acompanhamento.