A International Meal Company iniciou 2026 ainda em fase de reorganização operacional e financeira. O trimestre mostra uma companhia mais enxuta, com dívida menor, caixa consolidado maior e continuidade da racionalização de portfólio, mas ainda com resultado líquido bastante pressionado.
A receita líquida consolidada foi de R$356,6 milhões no 1T26, queda de 7,9% frente ao 1T25. Em visão proforma, a companhia indicou crescimento de 3%, o que mostra que parte da queda contábil vem da mudança de base após a saída de operações descontinuadas e da exclusão do KFC da comparação.
O prejuízo líquido foi de R$74,1 milhões, pior que o prejuízo de R$38,6 milhões do 1T25. O principal fator de pressão foi o resultado financeiro, que ficou negativo em R$90,6 milhões, muito acima do negativo de R$28,4 milhões do ano anterior.
O EBITDA ajustado foi de R$36,8 milhões, com margem de 10,3%. Porém, após efeito IFRS 16, o EBITDA ajustado ex-IFRS caiu para R$5,5 milhões. Esse ponto é importante porque mostra que a geração operacional ainda é frágil quando analisada em base mais próxima de caixa.
A leitura central é de cautela elevada. A companhia reduziu a dívida líquida para R$193 milhões, melhorou disciplina de despesas e manteve foco em geração de caixa, mas ainda não conseguiu transformar a reorganização em lucro líquido ou geração operacional robusta.