A Moura Dubeux iniciou 2026 com resultado muito forte, crescimento relevante de receita, expansão de lucro bruto, margem bruta elevada, lucro líquido recorde e estrutura de capital ainda conservadora. A companhia manteve trajetória de crescimento com rentabilidade, reforçando a maturidade operacional construída nos anos anteriores.
A receita líquida consolidada foi de R$627,8 milhões no 1T26, contra R$438,9 milhões no 1T25. O lucro bruto consolidado foi de R$251,2 milhões, contra R$148,4 milhões no mesmo período do ano anterior. A margem bruta consolidada foi de 40%, patamar elevado para o setor e acima do observado no 1T25.
O lucro líquido consolidado foi de R$155,5 milhões, contra R$70,3 milhões no 1T25. O lucro atribuído aos sócios da controladora foi de R$156,1 milhões, contra R$70,1 milhões no 1T25. A administração destacou que esse foi o maior lucro líquido trimestral da história da companhia, com margem líquida de 24,8% e ROAE de 27,2%.
A companhia também reportou EBITDA ajustado de R$168,4 milhões, com margem de 26,8%, refletindo ganho de escala, controle de custos e eficiência operacional. A administração destacou que o resultado não veio de evento isolado, mas de um modelo de execução baseado em disciplina, método, diversificação de portfólio e controle de risco.
A leitura central para o usuário é positiva. A Moura Dubeux apresentou crescimento forte, margem alta, lucro recorde e baixa alavancagem líquida. A dívida líquida representava apenas 4% do patrimônio líquido ao final do período, segundo a administração.
A cautela fica na conversão de lucro em caixa no trimestre. O caixa operacional consolidado foi negativo em R$78,6 milhões, pior que o consumo de R$4 milhões no 1T25. A principal pressão veio de contas a receber, que consumiram R$282,4 milhões no caixa operacional. Isso mostra que o crescimento segue exigindo capital de giro e conversão futura de recebíveis em repasses.