Neutro / cautela

LOGN3 - Log-In

1T/2026

Bens industriais

Transporte hidroviário

Matriz: Rio de Janeiro - RJ

Empresa brasileira especializada na prestação de serviços de logística integrada, movimentação portuária e navegação de cabotagem (transporte marítimo de cargas entre portos do mesmo país). A companhia gerencia uma frota própria de navios porta-contêineres que conectam os principais portos do Brasil e do Mercosul, operando de forma integrada com soluções de transporte rodoviário complementar e controlando o Terminal de Vila Velha (TVV) no Espírito Santo, além de terminais logísticos intermodais internos.

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Total de ações 107.306.486
Ações ordinárias 107.306.486
Ações preferenciais Não
Free float 26.902.218 — 25,07%
Controlador SAS Shipp. Ag. Serv. Sàrl — 73,51%
Tesouraria 1.223.294 — 1,14%

Data: 2026-05-28

R$ 28,50
0,18% no dia
R$ 53,00 R$ 2,13
2016 2026
Valor de mercado R$ 3,02 bi
Volume 34,40 mil
P/L externo 103,8x
Dividend yield 12m 0,00%
DIVIDENDO
17/03/2009
R$ 0,23
JCP
04/03/2008
R$ 0,11
DIVIDENDO
04/03/2008
R$ 0,07

Análise de preço da ação

Leitura de valuation cruzando preço de mercado, proventos e fundamentos auditáveis.

precificada
P/L 32,2x
EV/EBITDA 5,3x
P/VP 2,8x
Dividend yield 12m 0,00%
Data da análise 07/06/2026

Preço já exige entrega operacional

Com valor de mercado de R$3,02 bi e cotação de R$28,50, mais próxima do piso do que do topo das 52 semanas (R$23,03 a R$40,15), a Log-In Logística negocia a múltiplos que não configuram desconto: P/L de 32,2x e P/VP de 2,8x são exigentes, e apenas o EV/EBITDA de 5,3x parece mais comprimido por causa da dívida líquida relevante (R$1,36 bi). O histórico anual de 2021 a 2025 ajuda a sustentar parte dessa precificação, com receita crescendo 120,5% no período, EBITDA de R$824,9 mi em 2025 e alavancagem controlada de 1,6x dívida líquida/EBITDA. Ou seja, o mercado já paga por uma trajetória de recuperação de margem e por ativos logísticos estratégicos em cabotagem, TVV e Mercosul.

O problema é que o resultado mais recente cobra essa conta. No 1T26, a receita ficou praticamente estável, os custos de serviços subiram com força, o lucro bruto recuou de forma expressiva e a companhia saiu de lucro para prejuízo líquido de R$37,9 mi, com EBITDA e geração de caixa operacional piorando no trimestre. Isso pressiona um valuation que já embute expectativas elevadas: a tese depende de recuperação de margem bruta, controle de custos, retomada do Feeder e normalização dos volumes do TVV antes de justificar os múltiplos atuais. Vale ainda observar o free float moderado de 25,07%, com controle de 73,51% da SAS Shipping, fator que reduz liquidez e amplifica a sensibilidade do valor de mercado a cada trimestre fraco. Por isso a leitura é de ação precificada, não de desconto, com sinal de atenção até que a rentabilidade recorrente seja confirmada.

Indicadores principais

Receita líquida R$ 680.144
EBITDA R$ 87.364
Lucro líquido R$ -37.935
Dívida líquida R$ 1.366.856
Margem líquida -5,58%
FCO R$ 98.127

Log-In segue em cautela: 1T26 teve receita estável, mas custos altos geraram prejuízo e menor caixa, apesar da alavancagem controlada. Tese exige retomar lucro e margens.

A empresa deve ser tratada com cautela no período atual. A companhia mantém ativos logísticos relevantes, alavancagem controlada e pontos operacionais positivos em cabotagem, Mercosul e partes do TVV. Porém, o 1T26 mostrou receita praticamente estável, forte aumento de custos, queda expressiva do lucro bruto, piora operacional, prejuízo líquido e menor geração de caixa. O usuário deve acompanhar margem bruta, custo dos serviços, recuperação do Feeder, volumes do TVV, caixa operacional, CAPEX, dívida, arrendamentos e capacidade de retomar lucro nos próximos trimestres antes de adotar postura mais positiva.

Trajetória recente

Demonstrações Financeiras 2021

A empresa encerrou 2021 com melhora operacional e financeira relevante. A companhia apresentou crescimento de receita, expansão do lucro bruto, forte geração de caixa operacional e lucro líquido muito superior ao de 2020. O ano marcou uma consolidação da recuperação da empresa após períodos anteriores de maior pressão financeira, com avanço na cabotagem, no terminal portuário TVV e na reorganização do perfil de endividamento. A leitura fundamentalista de 2021 é positiva do ponto de vista operacional.

Demonstrações Financeiras 2022

A empresa teve em 2022 um ano de forte crescimento operacional, lucro líquido muito elevado e avanço importante na recomposição patrimonial. A companhia aumentou de forma expressiva a receita consolidada, expandiu o lucro bruto, manteve geração de caixa operacional robusta e apresentou lucro líquido muito superior ao de 2021. A leitura fundamentalista do ano é positiva.

Demonstrações Financeiras 2023

A empresa teve em 2023 um ano de crescimento de receita, continuidade da geração de caixa operacional e manutenção do lucro, mas com deterioração relevante de rentabilidade em relação ao ano excepcional de 2022. A companhia continuou expandindo sua operação de logística intermodal, cabotagem e terminal portuário, porém o lucro líquido caiu de forma acentuada, pressionado por menor margem bruta, aumento de despesas administrativas, resultado financeiro mais pesado e maior carga tributária.

Demonstrações Financeiras 2024

A empresa teve em 2024 mais um ano de crescimento relevante de receita e forte geração de caixa operacional, mas com lucro líquido ainda baixo e margem pressionada. A companhia ampliou sua escala operacional, manteve presença relevante em cabotagem, logística integrada e operação portuária, e registrou caixa operacional muito superior ao de 2023. Porém, o crescimento de receita não se converteu em expansão proporcional de lucro, porque o custo dos serviços cresceu bastante, o lucro bruto caiu, o resultado financeiro piorou e a companhia continuou carregando estrutura intensiva em capital.

Demonstrações Financeiras 2025

A empresa teve em 2025 um ano de melhora operacional e contábil em relação a 2024. A companhia cresceu receita, recuperou lucro bruto, ampliou o resultado antes do financeiro e dos tributos, reduziu fortemente a pressão do resultado financeiro e aumentou o lucro líquido. A operação continuou mostrando escala relevante em cabotagem, logística integrada e ativos portuários, com geração operacional positiva e patrimônio líquido em recuperação. A leitura fundamentalista de 2025 é melhor que a de 2024, mas ainda exige cautela.

Resumo fundamentalista

A empresa iniciou 2026 com deterioração relevante de resultado em relação ao 1T25. A receita consolidada ficou praticamente estável, mas o custo dos serviços cresceu, o lucro bruto caiu de forma expressiva e a companhia saiu de lucro para prejuízo líquido no trimestre. O desempenho operacional mostrou sinais mistos: a cabotagem teve bom desempenho, com maior volume para um primeiro trimestre, mas o Feeder caiu após o encerramento do serviço Shuttle Navegantes, e o TVV teve retração de movimentação em contêineres, parcialmente compensada por granel e carga geral.

A leitura central do 1T26 é de cautela. A empresa continua tendo ativos logísticos relevantes, presença em cabotagem, terminal portuário, logística intermodal e estrutura financeira ainda relativamente sólida, com alavancagem reportada em patamar baixo. Porém, o trimestre mostrou pressão operacional clara: receita estável, custos mais altos, lucro bruto muito menor, aumento de despesas operacionais e prejuízo líquido.

O resultado financeiro melhorou em relação ao 1T25, ajudado por receitas financeiras e efeitos positivos de variação monetária e cambial, mas isso não foi suficiente para compensar a queda operacional. Assim, o principal problema do trimestre não foi a linha financeira, e sim a perda de margem operacional e a piora do resultado bruto.

Para o usuário, o 1T26 deve ser lido como um alerta de margem e execução. Depois de um 2025 melhor que 2024, a companhia começou 2026 com pressão de custos, queda de lucro bruto e prejuízo. A tese ainda não é de risco extremo, porque a alavancagem segue controlada e a operação conserva ativos estratégicos, mas o sinal atual exige acompanhamento rigoroso antes de assumir uma leitura positiva.

Pontos de atenção

O primeiro risco é a compressão de margem. O trimestre teve receita praticamente estável, mas custo maior e forte queda do lucro bruto. Esse é o ponto mais crítico para a leitura atual.

O segundo risco é a qualidade do resultado operacional. A companhia saiu de lucro operacional relevante no 1T25 para resultado operacional muito menor no 1T26. A melhora financeira não resolve a pressão operacional.

O terceiro risco é a dependência de mix e volumes. Cabotagem e Mercosul foram bem, mas Feeder e contêineres no TVV pressionaram o resultado. Mudanças de rota, serviço, demanda de exportação e fluxo logístico podem impactar a empresa rapidamente.

O quarto risco é capital intensivo. A companhia continua com dívida, debêntures, arrendamentos, amortizações e necessidade de investimentos. Mesmo com alavancagem controlada, o negócio exige caixa recorrente.

O quinto risco é a recorrência do prejuízo. Um trimestre negativo pode ser pontual, mas o agente deve acompanhar se a pressão de custos e margem continua nos próximos trimestres. Se persistir, a tese pode perder qualidade.

Leitura final

A empresa iniciou 2026 com um trimestre fraco. A companhia manteve receita praticamente estável, mas sofreu forte pressão de custos, queda de lucro bruto, piora operacional e prejuízo líquido. A cabotagem e o Mercosul mostraram sinais positivos, e o TVV teve melhora em granel e carga geral, mas esses pontos não foram suficientes para compensar a pressão no Feeder, nos contêineres e nos custos variáveis.

O lado financeiro é menos preocupante do que o operacional no curto prazo. A alavancagem reportada segue controlada e o resultado financeiro melhorou, mas a geração de caixa operacional caiu e o caixa final diminuiu. A tese depende de recuperação de margem, controle de custos e normalização dos negócios pressionados.

Para o usuário, Log-In deve ser tratada como uma empresa operacionalmente relevante, com ativos estratégicos, mas em momento de cautela. O 1T26 não caracteriza risco estrutural extremo, porém reduz a confiança na continuidade da melhora vista em 2025. Os próximos trimestres precisam confirmar se a pressão foi pontual ou se marca uma deterioração mais persistente de margem e rentabilidade.

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