A Kepler Weber apresentou um 1T26 de pressão operacional, com queda de receita, EBITDA, margem EBITDA e lucro líquido. O trimestre refletiu um ambiente mais seletivo para o agronegócio, marcado por crédito mais restritivo e caro, ciclos de decisão mais longos, margens mais pressionadas para o produtor rural e menor apetite para investimentos em armazenagem nas fazendas.
A receita líquida consolidada foi de R$318,1 milhões, queda de 10,9% contra o 1T25 e de 20,2% contra o 4T25. O EBITDA foi de R$33,7 milhões, queda de 36,4%, com margem EBITDA de 10,6%, abaixo dos 14,8% do 1T25. O lucro líquido foi de R$17,1 milhões, queda de 33,0%, com margem líquida de 5,4%.
Apesar da queda de rentabilidade, a leitura não é de ativo de risco. A companhia continua lucrativa, tem posição de caixa líquido positiva, inadimplência baixa, disciplina de custos, boa marca no setor e uma tese estrutural apoiada no déficit de armazenagem brasileiro. O ponto central é que o ciclo de curto prazo está mais fraco, especialmente em fazendas, e a diversificação ainda não compensou totalmente a pressão no mercado doméstico.