A Helbor iniciou 2026 com sinais mistos. No consolidado, a companhia apresentou crescimento de receita, aumento de lucro bruto e geração de caixa operacional positiva. Porém, o lucro líquido consolidado caiu na comparação anual e o lucro atribuído aos acionistas da controladora permaneceu muito baixo, reforçando o ponto estrutural já observado em 2025: a maior parte do resultado consolidado continua ficando com acionistas não controladores.
A receita líquida consolidada foi de R$346,6 milhões no 1T26, acima dos R$299,2 milhões do 1T25. O lucro bruto consolidado subiu para R$99,6 milhões, contra R$94,3 milhões no mesmo período do ano anterior. Apesar disso, o lucro líquido consolidado caiu de R$35,5 milhões para R$24,2 milhões.
Para o acionista de Helbor, o ponto mais importante é que o lucro atribuído aos sócios da empresa controladora foi de apenas R$1,93 milhão no 1T26, queda relevante frente aos R$7,57 milhões do 1T25. Esse número confirma que, embora a companhia continue operacionalmente ativa e lucrativa no consolidado, a captura de resultado pela controladora segue limitada.
Operacionalmente, a Helbor lançou dois empreendimentos no trimestre, com VGV líquido total de R$469,7 milhões e VGV Helbor de R$153,6 milhões. As vendas brutas totais somaram R$420 milhões, queda de 32,1% frente ao 1T25, explicada pela base forte do lançamento Supreme Anália Franco no 1T25. A participação da Helbor nas vendas brutas foi de 53,8%.
A leitura central para o usuário é de cautela: há sinais positivos em receita, margem bruta, lançamentos e caixa operacional, mas o lucro da controladora é muito baixo, o resultado consolidado caiu, o resultado financeiro piorou e a estrutura de dívida e não controladores continua exigindo acompanhamento.