A Grendene iniciou 2026 com resultado operacional mais fraco, apesar de manter balanço sólido, geração de caixa positiva e lucro líquido relevante. O trimestre mostrou queda de receita líquida, margem bruta menor, EBITDA ajustado em retração e lucro líquido ajustado menor, mas também trouxe crescimento de volume total e melhora no mercado interno em pares vendidos.
A receita líquida foi de R$533,8 milhões no 1T26, queda de 5,3% frente ao 1T25. A receita bruta foi de R$683 milhões, queda de 3,2%. A companhia vendeu 25,7 milhões de pares, crescimento de 1,6%, com alta de 9,3% no mercado interno e queda de 16,4% na exportação.
O lucro bruto foi de R$230,1 milhões, queda de 12,7%. A margem bruta caiu para 43,1%, contra 46,7% no 1T25. A queda mostra que a melhora de volume não se converteu em rentabilidade, com pressão de preço médio, mix, deduções, custos e menor receita líquida por par.
O EBITDA foi de R$66,2 milhões, queda de 10%. O EBITDA ajustado foi de R$83,7 milhões, queda de 31,6%, com margem EBITDA ajustada de 16,8%. Essa redução mostra piora relevante da geração operacional recorrente.
O lucro líquido foi de R$102,1 milhões, queda de 9,9%. O lucro líquido ajustado foi de R$122,1 milhões, queda de 23,6%. A margem líquida ajustada caiu para 24,6%, contra 29,9% no 1T25.
A leitura central é de cautela. A Grendene segue financeiramente forte, com caixa, aplicações financeiras, marcas relevantes, geração operacional de caixa e capacidade de distribuição. Porém, o 1T26 reforçou alertas operacionais: receita menor, margem bruta comprimida, EBITDA ajustado em queda, exportações mais fracas e maior dependência do resultado financeiro para sustentar lucro.