Ativo de risco

FIEI3 - Fica Empreendimentos Imobiliários

4T/2025

Construção civil

Incorporações

Matriz: São Paulo - SP

Antiga CR2 Empreendimentos — atua no setor de incorporação imobiliária, com foco estratégico no desenvolvimento e construção de projetos residenciais voltados para o público de média e baixa renda. Concentra suas operações no estado de São Paulo, especializando-se em segmentos de Habitação de Interesse Social (HIS) e Mercado Popular. Recentemente, a empresa assinou um acordo de combinação de negócios para passar o controle operacional para a construtora mineira BRZ Empreendimentos.

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Total de ações 2.422.153
Ações ordinárias 2.422.153
Ações preferenciais Não
Free float 2.422.153 — 100,00%
Maior acionista Total Log Planej. e Part. Ltda. — 44,63%
Tesouraria Não

Data: 2025-07-07

R$ 11,49
0,00% no dia
R$ 24,50 R$ 8,00
2023 2026
Valor de mercado -
Volume 0
P/L externo -
Dividend yield 12m 0,00%
REST CAP DIN
13/05/2020
R$ 2,06
REST CAP DIN
01/04/2020
R$ 10,32
REST CAP DIN
27/04/2015
R$ 0,25
DIVIDENDO
30/04/2012
R$ 0,04

Análise de preço da ação

Leitura de valuation cruzando preço de mercado, proventos e fundamentos auditáveis.

indefinida
P/L -
EV/EBITDA -
P/VP -
Dividend yield 12m 0,00%
Data da análise 17/06/2026

Valuation indefinido por fundamentos distorcidos

A Fica Empreendimentos Imobiliários S.A. está com valor de mercado deprimido, com cotação de R$11,49, exatamente na mínima de 52 semanas e bem abaixo da máxima de R$25. O problema é que não há múltiplos confiáveis para sustentar uma leitura de desconto: P/L, EV/EBITDA e P/VP ficam sem sentido porque o último anual de 2025 trouxe receita líquida praticamente negativa (R$-29 mil), EBITDA negativo de R$5,25 mi e prejuízo de R$8,27 mi. Com lucro e EBITDA negativos e patrimônio líquido de R$71,1 mi ainda em erosão, o valor de mercado descontado reflete muito mais a ausência de operação recorrente do que uma oportunidade clara de barganha, o que mantém a leitura como indefinida.

A ressalva é material e domina o caso: o resultado segue frágil, com lucro bruto negativo, equivalência patrimonial negativa, fluxo de caixa operacional negativo (R$-8,13 mi no consolidado e ainda pior no individual), dívida líquida subindo para R$18,68 mi e passivo circulante crescente. A virada depende de eventos futuros incertos, como aprovação de Greenville/Paradiso, retomada comercial do Livre Alto da Boa Vista, licenças, parceiros e conversão de estoques em caixa, sendo que o landbank concentra quase todo o valor da companhia mas ainda não gera receita. Enquanto não houver lançamentos, vendas, margem e geração de caixa recorrente, qualquer leitura de desconto fica sem base, e o sinal segue cinza até os fundamentos se normalizarem.

Indicadores principais

Receita líquida R$ 216
EBITDA R$ -404
Lucro líquido R$ -1.513
Dívida líquida R$ 18.681
Margem líquida -700,46%
FCO R$ -4.843

Fica Empreendimentos fecha 2025 com prejuízo de R$ 8,27 milhões, receita estagnada e caixa negativo, mantendo sinal vermelho e alta cautela para investidores.

A Fica Empreendimentos imobiliários encerrou 2025 ainda sem comprovar retomada operacional. A companhia mantém ativos imobiliários relevantes, principalmente Greenville/Paradiso e Livre Alto da Boa Vista, mas o resultado segue frágil: receita praticamente inexistente, lucro bruto negativo, prejuízo consolidado de R$8,27 milhões, prejuízo atribuível aos controladores de R$8,26 milhões, equivalência patrimonial negativa e resultado financeiro pressionado. A cautela é elevada porque o fluxo de caixa operacional individual foi negativo em R$14 milhões, os empréstimos aumentaram, o passivo circulante cresceu, o patrimônio líquido caiu para R$71,1 milhões e a virada depende de eventos futuros, como aprovação de Greenville/Paradiso, retomada comercial do Livre Alto da Boa Vista, parceiros, licenças, funding e conversão de estoques em caixa. A empresa deve ser classificada como ativo de risco, com postura de cautela elevada e sinal vermelho até demonstrar lançamentos, vendas, margem e geração de caixa recorrente.

Trajetória recente

Demonstrações Financeiras 2021

Fica encerrou 2021 ainda em fase de reorganização, baixa atividade operacional e prejuízo recorrente. A companhia, então identificada como Fica Empreendimentos Imobiliários S.A. e vinculada ao histórico operacional da CR2, não realizou lançamentos de imóveis residenciais ou comerciais no exercício. Também não possuía obras em andamento, o que limitava a geração de receita imobiliária recorrente e deixava o resultado dependente de alienações pontuais de unidades concluídas, terrenos, equivalência patrimonial, aplicações financeiras e gestão de custos.

Demonstrações Financeiras 2022

A Fica encerrou 2022 ainda em fase pré-operacional, mas com sinais mais claros de reorganização estratégica para uma possível retomada futura. A companhia continuava sem escala operacional relevante, com baixa receita, prejuízo recorrente, consumo de caixa e dependência de ativos imobiliários remanescentes. Ao mesmo tempo, a administração avançou na construção de uma nova estratégia de incorporação, com foco exclusivo em empreendimentos residenciais na cidade de São Paulo.

Demonstrações Financeiras 2023

Fica encerrou 2023 ainda em fase de reorganização e preparação operacional, sem retomada efetiva de lançamentos, mas com continuidade da estratégia definida em 2022. A companhia manteve foco no mercado de São Paulo, avançou nos processos de aprovação e legalização dos próximos projetos, prosseguiu na prospecção de terrenos para projetos HMP em regiões de eixo e continuou buscando alternativa de monetização para o terreno de Nova Iguaçu, por meio de negociações direcionadas a contratos de permuta financeira. Apesar desses avanços estratégicos, o exercício ainda foi financeiramente frágil.

Demonstrações Financeiras 2024

Encerrou 2024 ainda em fase de transição, mas com melhora contábil relevante em relação ao ano muito pressionado de 2023. A companhia continuou sem escala operacional consolidada, com receita muito baixa, dependência de ativos imobiliários e fluxo operacional negativo, mas reduziu fortemente o prejuízo do exercício, reverteu impairment reconhecido anteriormente, diminuiu despesas administrativas e avançou na estruturação de ativos e projetos para a retomada. No individual, a receita de venda de bens e serviços foi de apenas R$316 mil em 2024, contra ausência de receita em 2023.

Resumo fundamentalista

A Fica Empreendimentos encerrou 2025 ainda sem comprovar retomada operacional efetiva. A companhia permaneceu em fase de maturação de projetos, com baixa geração de receita, prejuízo recorrente, fluxo operacional negativo, patrimônio líquido em queda e aumento da dependência de financiamentos, partes relacionadas e monetização de ativos imobiliários.

O ano trouxe avanços pontuais de reorganização e continuidade estratégica, mas ainda não uma virada operacional. A administração manteve o foco na atuação no Estado de São Paulo, principalmente em projetos voltados para Habitação de Mercado Popular e Habitação de Interesse Social, segmentos que considera mais resilientes e com demanda reprimida. O projeto Livre Alto da Boa Vista/Santo Amaro, lançado ao fim de 2024 em parceria com a Longitude, foi apresentado como marco da retomada, mas em 2025 sofreu ajustes contratuais e societários que postergaram o ritmo esperado de comercialização e afetaram temporariamente a geração de caixa prevista.

A companhia também manteve o projeto Greenville/Paradiso, em Nova Iguaçu, como principal landbank e ativo de maior potencial. O terreno possui aproximadamente 2,9 milhões de metros quadrados, e a administração informa que vem avançando com a aprovação de um novo projeto imobiliário em área inicial de aproximadamente 100mil m², com potencial para cerca de 4.750 unidades habitacionais. O lançamento era esperado ainda em 2026, condicionado à obtenção de licenças e à conclusão de negociações com parceiros estratégicos.

Em outubro de 2025, a companhia realizou a venda da SPE51, relacionada ao projeto Vicente de Carvalho, que foi descontinuado. O valor recebido foi de R$20 mil, apenas para ressarcimento de custos incorridos. Esse evento reforça a leitura de limpeza e racionalização do portfólio, mas também mostra que parte dos projetos antigos não gerou valor econômico relevante.

No consolidado gerencial apresentado pela administração, a receita líquida de incorporações e venda de imóveis foi negativa em R$29 mil em 2025, contra positiva em R$2,5 milhões em 2024. O lucro bruto consolidado foi negativo em R$91 mil, contra positivo em R$1,627 milhão em 2024. Esse dado mostra que a companhia ainda não tem operação imobiliária recorrente em escala.

O prejuízo líquido consolidado foi de R$8,275 milhões em 2025, contra prejuízo de R$639 mil em 2024. O prejuízo atribuível aos acionistas controladores foi de R$8,268 milhões, contra prejuízo de R$636 mil no ano anterior. A piora veio de baixa receita, outras despesas operacionais, equivalência patrimonial negativa e resultado financeiro líquido negativo.

No individual, o ativo total subiu de R$95,4 milhões em 2024 para R$103,7 milhões em 2025, mas essa alta não veio de uma operação recorrente forte. O crescimento ocorreu principalmente pelo aumento de valores a receber de partes relacionadas no circulante, aplicações financeiras e manutenção de estoques relevantes no não circulante. O patrimônio líquido individual caiu de R$79,4 milhões para R$71,1 milhões, refletindo o prejuízo do exercício.

No consolidado, o ativo total subiu de R$105,3 milhões em 2024 para R$110,2 milhões em 2025. Os estoques consolidados totais somavam R$101,3 milhões, contra R$98,6 milhões em 2024, reforçando que a maior parte do valor da companhia continua concentrada em imóveis a comercializar e terrenos.

A leitura central para o usuário é de ativo de risco. A empresa tem ativos imobiliários relevantes e projetos que podem gerar valor, mas ainda não demonstrou receita recorrente, lucro, geração operacional de caixa ou desalavancagem. O crescimento do passivo, a baixa liquidez imediata, o aumento de empréstimos e financiamentos e a dependência de eventos futuros tornam a tese altamente dependente de execução.

Pontos de atenção

O primeiro ponto de atenção é a ausência de operação recorrente. A receita consolidada de incorporações e venda de imóveis foi negativa em 2025, e o lucro bruto consolidado também foi negativo. A companhia ainda não comprovou retomada.

O segundo ponto é o prejuízo recorrente. O prejuízo atribuível aos controladores foi de R$8,26 milhões, e os prejuízos acumulados chegaram a R$51,5 milhões no individual.

O terceiro ponto é o fluxo operacional negativo. O caixa líquido das atividades operacionais individuais foi negativo em R$14 milhões, piora relevante frente a 2024.

O quarto ponto é o aumento da dívida. Empréstimos e financiamentos circulantes e não circulantes aumentaram, e houve ingresso de empréstimos de R$12,4 milhões no fluxo de financiamento individual.

O quinto ponto é a baixa liquidez em caixa. Apesar de aplicações financeiras de R$4,33 milhões, o caixa individual era de apenas R$24 mil e o caixa consolidado de R$80 mil.

O sexto ponto é a dependência de projetos ainda não maturados. Livre Alto da Boa Vista sofreu ajustes contratuais e societários, enquanto Greenville/Paradiso ainda depende de aprovação, licenças e parceiros.

O sétimo ponto é a concentração em estoques e terrenos. Os estoques consolidados totais de R$101,3 milhões representam a maior parte do ativo total. A tese depende da conversão desses ativos em projetos líquidos.

O oitavo ponto é a exposição a partes relacionadas. Valores a receber de partes relacionadas e passivos com partes relacionadas continuam relevantes e exigem acompanhamento.

O nono ponto é a classificação de passivos sobre ativos não correntes à venda e descontinuados. Essa linha mostra reorganização do portfólio, mas também traz incerteza sobre impactos finais de ativos descontinuados.

O décimo ponto é a dependência de 2026. A administração espera avanços em Greenville/Paradiso e na retomada dos projetos, mas o próprio documento usa premissas conservadoras, incluindo não considerar novas vendas em 2026 para fins de projeção de fluxo de caixa. Isso mostra que a materialização da virada ainda é incerta.

Leitura final

Fica Empreendimentos Imobiliários encerrou 2025 ainda sem comprovar retomada operacional. A companhia mantém ativos imobiliários relevantes, principalmente Greenville/Paradiso e Livre Alto da Boa Vista, mas o resultado segue frágil: receita praticamente inexistente, lucro bruto negativo, prejuízo consolidado de R$8,275 milhões, prejuízo atribuível aos controladores de R$8,268 milhões, equivalência patrimonial negativa e resultado financeiro pressionado. A cautela é elevada porque o fluxo de caixa operacional individual foi negativo em R$14 milhões, os empréstimos aumentaram, o passivo circulante cresceu, o patrimônio líquido caiu para R$71,1 milhões e a virada depende de eventos futuros, como aprovação de Greenville/Paradiso, retomada comercial do Livre Alto da Boa Vista, parceiros, licenças, funding e conversão de estoques em caixa. A empresa deve ser classificada como ativo de risco, com postura de cautela elevada até demonstrar lançamentos, vendas, margem e geração de caixa recorrente.

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