A Eternit iniciou 2026 em um trimestre de transição operacional, com avanço em construção industrializada, estabilidade relativa no fibrocimento, mas forte pressão no segmento de mineral crisotila. A companhia continua tentando migrar o portfólio para linhas de maior valor agregado e menor volatilidade, mas essa transição ainda não foi suficiente para neutralizar a queda da receita, a compressão da margem bruta e o resultado líquido negativo.
A receita líquida consolidada caiu para R$262 milhões, recuo de 6,5% contra o 1T25. O principal fator de pressão foi o mineral crisotila, cuja receita caiu 29,2%, afetada por menor volume exportado, efeito cambial desfavorável, parada anual programada de manutenção e nova dinâmica de contratação por parte dos importadores. O fibrocimento, por outro lado, mostrou maior resiliência: a receita do segmento caiu apenas 1,8%, enquanto a construção industrializada cresceu 17,7%, reforçando a direção estratégica da companhia.
Apesar da resiliência parcial do portfólio, o resultado consolidado ainda foi fraco. O lucro bruto caiu 17,2%, a margem bruta recuou de 14,6% para 12,9%, o EBITDA ficou negativo em R$1,5 milhão e o EBITDA recorrente também foi negativo, em R$0,7 milhão. O prejuízo líquido foi de R$12,3 milhões, pior que o prejuízo de R$10,8 milhões no 1T25.