A Embraer iniciou 2026 com crescimento relevante de receita, melhora operacional, carteira de pedidos recorde e manutenção de lucro líquido positivo. O trimestre reforça uma tese operacional positiva, sustentada por demanda forte em Aviação Comercial, Aviação Executiva, Defesa & Segurança e Serviços, além de uma carteira de pedidos historicamente elevada.
A receita líquida consolidada foi de R$7,585 bilhões no 1T26, crescimento de 18,4% em relação ao 1T25. O lucro bruto consolidado subiu para R$1,363 bilhão, contra R$1,103 bilhão no 1T25. O resultado antes do financeiro e dos tributos também melhorou, passando de R$295,9 milhões para R$424 milhões.
O EBITDA ajustado divulgado foi de R$749,4 milhões, com margem de 9,9%, estável em relação ao 1T25. O EBIT ajustado foi de R$488,6 milhões, com margem de 6,4%, acima dos R$359,2 milhões e margem de 5,6% do 1T25. Esses indicadores mostram melhora de eficiência operacional e maior diluição de custos.
O lucro líquido consolidado foi de R$194,2 milhões, abaixo dos R$470,9 milhões do 1T25, mas ainda positivo. O lucro líquido atribuído aos controladores foi de R$174,8 milhões. A queda frente ao 1T25 decorreu principalmente de menor benefício tributário diferido e comparação com uma base forte, apesar da melhora operacional e da redução do resultado financeiro negativo.
O ponto de maior atenção foi o fluxo de caixa livre. A geração livre de caixa ajustada sem Eve foi negativa em R$2,367 bilhões no 1T26, muito pressionada por capital de giro, especialmente estoques e preparação para entregas futuras. Esse consumo de caixa não muda a leitura operacional positiva, mas exige acompanhamento porque a empresa está em fase de aumento de produção e precisa converter backlog em entregas, receita e caixa.
A leitura central para o usuário é que a Embraer deve ser classificada como empresa em crescimento, mas com atenção ao capital de giro. A companhia tem demanda forte, carteira recorde, lucro positivo, margem operacional melhorando e posição competitiva global relevante.