A Electro Aço Altona iniciou 2026 ainda lucrativa, com patrimônio líquido positivo e endividamento líquido administrável, mas com forte piora em relação ao excelente 1T25. O trimestre mostrou queda de receita, queda relevante do lucro bruto, EBITDA menor, lucro líquido muito inferior ao ano anterior e geração de caixa operacional positiva, porém baixa.
A receita líquida consolidada foi de R$138,9 milhões no 1T26, queda de 8,7% em relação ao 1T25. O lucro bruto consolidado caiu de R$41,9 milhões para R$29,7 milhões, refletindo menor volume/faturamento e mudança de mix. A margem bruta ainda ficou positiva, mas bem abaixo do nível do ano anterior.
O lucro líquido consolidado foi de R$9 milhões, queda de 78,3% contra o 1T25. O lucro líquido ajustado foi de R$7,9 milhões, com margem de 5,7% sobre a receita líquida. O EBITDA divulgado foi de R$18,8 milhões, com margem de 13,5%, queda de 17,4% em relação ao 1T25. O EBITDA ajustado foi de R$17,6 milhões, com margem de 12,7%.
A administração informou que o desempenho operacional ficou um pouco acima do orçamento interno do 1T26, principalmente por margens melhores no mercado externo, menor custo de produção ligado ao mix e despesas operacionais e financeiras menores que o projetado. Mesmo assim, o resultado ainda foi muito inferior ao 1T25, que teve efeitos positivos não recorrentes e margem mais elevada.
O caixa operacional consolidado foi positivo em R$3 milhões, bem menor que os R$14,3 milhões do 1T25. O caixa final consolidado caiu de R$30,1 milhões no fim de 2025 para R$20,6 milhões em março de 2026. A dívida líquida ficou estável na ordem de R$78 milhões, e a relação dívida líquida/EBITDA melhorou de 0,97x no 4T25 para 0,80x no 1T26, segundo a administração.
A leitura central para o usuário é que Electro Aço Altona deve ser classificada como cautela. A companhia segue lucrativa, com patrimônio líquido positivo, dívida líquida baixa em relação ao EBITDA e operação industrial ainda saudável. Porém, a queda forte de lucro, menor receita, margem menor, caixa operacional baixo e necessidade de recomposição de preços/custos impedem uma leitura plenamente positiva.