A Desktop iniciou 2026 com crescimento de receita, expansão do EBITDA ajustado, melhora relevante da geração operacional de caixa e manutenção de lucro líquido positivo. A companhia segue como uma operadora de telecomunicações regional com base relevante de assinantes, foco em banda larga, serviços B2C/B2B e estratégia de rentabilização da infraestrutura já instalada.
A receita líquida consolidada foi de R$321,7 milhões no 1T26, crescimento de 9,2% em relação ao 1T25. O lucro bruto consolidado foi de R$193,8 milhões, acima dos R$186,3 milhões do 1T25. O resultado antes do financeiro e dos tributos foi de R$100 milhões, também acima do ano anterior. Esses pontos mostram evolução operacional positiva.
A companhia destacou lucro líquido ajustado de R$29 milhões no trimestre, com margem líquida ajustada de 9%. O lucro líquido contábil consolidado foi positivo em R$12,4 milhões, mas menor que os R$22,1 milhões do 1T25. A diferença mostra que a operação cresceu, mas o resultado final ainda foi pressionado por despesas financeiras e impostos.
O EBITDA ajustado divulgado foi de R$120 milhões, crescimento de 13% em relação ao 1T25. A margem EBITDA ajustada ficou em 37%, equivalente a 140 bps acima do 1T25. A companhia também informou EBITDA ajustado anualizado de R$481 milhões e dívida líquida de R$1,55 bilhão, equivalente a 3,22x EBITDA proforma anualizado.
O principal ponto positivo foi a melhora de caixa. O fluxo de caixa operacional consolidado foi positivo em R$93,8 milhões, contra R$58,9 milhões no 1T25. O FCO ajustado alcançou R$140 milhões, representando 43% da receita líquida e 117% do EBITDA ajustado. A conversão operacional em caixa foi de R$1 milhão no 1T25 para R$87 milhões no 1T26, indicando melhora relevante da qualidade financeira.
A leitura central para o usuário é que a Desktop deve ser classificada como cautela, com viés positivo. A empresa cresce, gera caixa, mantém lucro e melhora a rentabilidade, mas ainda possui alavancagem relevante, resultado financeiro pesado e necessidade de continuar convertendo EBITDA em caixa para reduzir risco financeiro.