Empresa em crescimento

CURY3 - Cury Construtora e Incorporadora

1T/2026

Construção civil

Incorporações

Matriz: São Paulo - SP

Uma das maiores empresas do setor imobiliário brasileiro, com foco em incorporação e construção de residências de médio e baixo padrão. A companhia atua de forma verticalizada em todas as etapas — desde a compra de terrenos e desenvolvimento de projetos até a execução das obras e venda direta das unidades —, destacando-se como uma das maiores operadoras do programa habitacional federal Minha Casa, Minha Vida nas regiões metropolitanas de São Paulo e do Rio de Janeiro.

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Total de ações 308.047.594
Ações ordinárias 308.047.594
Ações preferenciais Não
Free float 160.988.231 — 52,26%
Maior acionista Fabio Elias Cury — 18,69%
Tesouraria Não

Data: 2026-05-29

R$ 32,11
0,72% no dia
R$ 41,67 R$ 5,72
2020 2026
Valor de mercado R$ 9,82 bi
Volume 4,48 mi
P/L externo 9,0x
Dividend yield 12m 14,74%
DIVIDENDO
15/05/2026
R$ 0,52
DIVIDENDO
04/02/2026
R$ 0,36
DIVIDENDO
04/02/2026
R$ 0,45
DIVIDENDO
16/12/2025
R$ 1,86

Análise de preço da ação

Leitura de valuation cruzando preço de mercado, proventos e fundamentos auditáveis.

descontada com risco
P/L 9,1x
EV/EBITDA 7,3x
P/VP 5,9x
Dividend yield 12m 14,74%
Data da análise 12/06/2026

Desconto real, mas com sinais a monitorar

Com valor de mercado de R$9,82 bi e cotação de R$32,11 rodando perto da mínima de 52 semanas (R$28,11), a Cury negocia com múltiplos comprimidos: P/L de 9,1x e EV/EBITDA de 7,3x sobre fundamentos anuais sólidos. A trajetória reforça a leitura de desconto: a receita saltou para R$5,4 bi em 2025, com lucro líquido acima de R$1 bi, margem bruta ajustada próxima de 40%, dívida líquida negativa (caixa supera dívida) e ROE excepcional perto de 79%. O 1T26 manteve o ritmo, com receita recorde de R$1,61 bi e lucro de R$351,2 mi, indicando que o valor de mercado descontado convive com fundamentos em expansão e geração de caixa positiva há 28 trimestres consecutivos.

O desconto, porém, não é totalmente limpo e pede acompanhamento. O crescimento acelerado vem consumindo capital de giro: as contas a receber de longo prazo cresceram fortemente, os estoques subiram, os compromissos com terrenos e permutas seguem elevados e os juros pagos aumentaram, com despesas financeiras maiores. A dívida bruta cresceu para cerca de R$1,35 bi e o P/VP de 5,9x reflete um patrimônio enxuto diante de distribuição de dividendos muito alta, o que ajuda a sustentar o ROE elevado, mas reduz colchão se o ciclo virar. O ponto central a confirmar é a sustentabilidade da margem próxima de 40% e da velocidade de vendas nas novas safras, fatores que justificam tratar esse desconto com cautela em vez de leitura puramente positiva.

Indicadores principais

Receita líquida R$ 1.612.571
EBITDA R$ 411.494
Lucro líquido R$ 351.156
Dívida líquida R$ -406.894
Margem líquida 21,78%
FCO R$ 81.925

Cury bateu recorde de receita e lucro no início de 2026, com ROE de 79,5%. Analistas monitoram o estoque e a sustentabilidade das margens do papel.

A Cury iniciou 2026 com desempenho operacional e financeiro muito forte, registrando receita líquida trimestral recorde, lucro líquido recorde, margem bruta ajustada próxima de 40%, ROE de 79,5%, vendas líquidas recordes, landbank robusto e 28º trimestre consecutivo de geração de caixa positiva. A companhia segue como caso de crescimento rentável no setor de incorporação residencial. Os principais pontos de acompanhamento são o consumo de caixa em contas a receber, aumento de estoques, compromissos com terrenos/permutas, dívida ainda elevada, juros pagos maiores e sustentabilidade das margens em novas safras.

Trajetória recente

Demonstrações Financeiras 2021

Cury encerrou 2021 com forte crescimento operacional, financeiro e de geração de caixa. A companhia ampliou receita, lucro bruto, resultado operacional, lucro líquido e caixa operacional, mantendo margem bruta elevada mesmo em um ambiente de inflação de custos de construção. No consolidado, a receita líquida subiu de R$1,14 bilhão em 2020 para R$1,73 bilhão em 2021. O lucro bruto cresceu de R$428,3 milhões para R$644,6 milhões.

Demonstrações Financeiras 2022

A Cury encerrou 2022 com novo avanço operacional e financeiro. A companhia cresceu receita, lucro bruto, resultado operacional, lucro líquido, patrimônio líquido e manteve geração de caixa positiva, mesmo em um ambiente ainda marcado por inflação de custos, juros elevados e desafios na cadeia de suprimentos. No consolidado, a receita líquida subiu de R$1,73 bilhão em 2021 para R$2,25 bilhões em 2022. O lucro bruto avançou de R$644,6 milhões para R$836,8 milhões.

Demonstrações Financeiras 2023

Encerrou 2023 com o melhor desempenho histórico da companhia até então. O ano marcou o 60º aniversário da empresa e trouxe recordes operacionais em lançamentos, vendas, repasses, banco de terrenos e geração de caixa, segundo a administração. No consolidado, a receita líquida subiu de R$2,25 bilhões em 2022 para R$2,88 bilhões em 2023. O lucro bruto cresceu de R$836,8 milhões para R$1,09 bilhão.

Demonstrações Financeiras 2024

Cury encerrou 2024 com novo ano de forte crescimento e recordes operacionais e financeiros. A companhia ampliou receita, lucro bruto, margem, resultado operacional, lucro líquido, patrimônio líquido e liquidez, mantendo geração de caixa operacional positiva. No consolidado, a receita líquida subiu de R$2,88 bilhões em 2023 para R$3,92 bilhões em 2024. O lucro bruto cresceu de R$1,09 bilhão para R$1,51 bilhão.

Demonstrações Financeiras 2025

Cury encerrou 2025 com novo salto operacional e financeiro, atingindo marcas históricas em receita, margem, lucro, geração de caixa, dividendos e retorno sobre patrimônio. O ano confirmou a continuidade da trajetória de crescimento rentável observada entre 2021 e 2024, agora com patamar de escala ainda maior. No consolidado, a receita líquida subiu de R$3,92 bilhões em 2024 para R$5,39 bilhões em 2025. O lucro bruto cresceu de R$1,51 bilhão para R$2,14 bilhões.

Resumo fundamentalista

A Cury Construtora e Incorporadora iniciou 2026 mantendo a trajetória de crescimento rentável e alta geração de valor observada em 2024 e 2025. O trimestre trouxe novas marcas históricas, com receita líquida recorde, lucro líquido 100% recorde, lucro líquido participação Cury em forte crescimento, ROE elevado e novo trimestre de geração de caixa positiva.

No consolidado CVM, a receita líquida subiu de R$1,21 bilhão no 1T25 para R$1,61 bilhão no 1T26. O lucro bruto avançou de R$474,8 milhões para R$629,6 milhões. A margem bruta ficou em aproximadamente 39%, ainda em patamar elevado.

O resultado antes do financeiro e dos tributos subiu de R$279,2 milhões para R$403,1 milhões. O resultado financeiro melhorou, passando de R$14,5 milhões negativos no 1T25 para R$10,7 milhões negativos no 1T26.

O lucro líquido consolidado foi de R$351,1 milhões, contra R$233,6 milhões no 1T25. O lucro atribuído aos acionistas controladores foi de R$302,8 milhões, contra R$213,4 milhões no 1T25.

O caixa operacional consolidado foi positivo em R$81,9 milhões, acima dos R$57,8 milhões do 1T25. A administração reportou geração de caixa de R$93,4 milhões, alta de 263,4% frente ao 1T25, completando o 28º trimestre consecutivo de geração de caixa positiva.

A administração destacou vendas líquidas de R$2,3 bilhões, alta de 9,5% frente ao 1T25, landbank de R$24,9 bilhões, alta de 25,8%, receita líquida de R$ 1,6 bilhão, alta de 32,6%, lucro líquido 100% de R$351,2 milhões, alta de 50,3%, margem líquida 100% de 21,8%, lucro líquido participação Cury de R$302,9 milhões, margem líquida participação Cury de 18,8% e ROE de 79,5%.

A leitura central é positiva: a Cury segue entregando crescimento, margem elevada, lucro forte, ROE excepcional e geração de caixa positiva. Os pontos de atenção são o aumento de contas a receber, estoques, compromissos com terrenos/permutas, dívida financeira ainda elevada, juros pagos maiores e necessidade de sustentar margens e velocidade de vendas após um ciclo de forte expansão.

Pontos de atenção

O primeiro risco é o consumo de caixa em contas a receber. A linha consumiu R$309,5 milhões no fluxo operacional consolidado do trimestre, e as contas a receber totais continuaram elevadas, especialmente no longo prazo.

O segundo ponto é o aumento de estoques. Os imóveis a comercializar circulantes subiram de R$919,5 milhões para R$1,18 bilhão, enquanto os estoques não circulantes ficaram em R$340,9 milhões. Esse crescimento sustenta vendas futuras, mas exige giro e controle de margem.

O terceiro ponto é o volume de credores por imóveis compromissados. No curto prazo, a linha subiu para R$764 milhões, e no longo prazo para R$993 milhões. Esses compromissos estão ligados à expansão do landbank e precisam ser monitorados.

O quarto ponto é a dívida financeira ainda elevada. A dívida total consolidada ficou em aproximadamente R$1,35 bilhão. A liquidez permanece superior à dívida, mas juros e refinanciamento continuam relevantes.

O quinto ponto é o aumento dos juros pagos no fluxo operacional, de R$11,7 milhões no 1T25 para R$38,1 milhões no 1T26.

O sexto ponto é a queda de adiantamentos de clientes no fluxo, que consumiram R$93,3 milhões no trimestre, embora o saldo no balanço continue relevante.

O sétimo ponto é positivo: a companhia manteve margem bruta ajustada próxima de 40%, lucro líquido recorde, ROE de 79,5% e 28º trimestre consecutivo de geração de caixa positiva.

O oitavo ponto é positivo: o relatório de revisão especial foi sem ressalva.

Leitura final

O 1T26 confirmou a força da Cury. A companhia entregou receita líquida recorde, lucro líquido recorde, margem elevada, ROE de 79,5%, vendas líquidas recordes e nova geração de caixa positiva. A operação segue muito rentável e com forte velocidade comercial.

A tese operacional permanece forte, apoiada em demanda aquecida, foco geográfico em São Paulo e Rio de Janeiro, landbank relevante, execução comercial eficiente e possível benefício da ampliação das faixas do Minha Casa Minha Vida.

Para o usuário, o trimestre deve ser lido como positivo, com a Cury ainda em crescimento rentável. Os principais pontos de acompanhamento são contas a receber, estoques, compromissos com terrenos/permutas, dívida, juros pagos, sustentabilidade da margem e manutenção da velocidade de vendas.

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