A Cruzeiro do Sul Educacional iniciou 2026 com receita ainda em crescimento, mas com uma leitura mais mista do que em 2025. A companhia segue lucrativa, com boa posição de caixa consolidado e alavancagem baixa, mas apresentou queda de lucro, pressão de despesas, maior PECLD e redução da base de alunos em algumas frentes.
A receita líquida consolidada foi de R$702 milhões no 1T26, alta de 4,5% frente ao 1T25. O crescimento mostra continuidade de expansão, mas em ritmo mais moderado do que o observado em 2025.
O EBITDA ajustado comparável foi de R$254 milhões, alta de 1% frente ao 1T25. A margem EBITDA ajustada comparável foi de 36,2%, queda de 123 bps. Ou seja, a receita cresceu, mas a margem ficou mais pressionada.
O lucro líquido ajustado foi de R$63 milhões, queda de 28,1% frente ao 1T25. O lucro líquido contábil consolidado foi de R$61,5 milhões, contra R$86,4 milhões no 1T25.
A base presencial caiu 1,7% frente ao 1T25. A base digital e semipresencial caiu 3,5%. Esse é um ponto de atenção, porque a companhia vinha sustentando crescimento de receita com expansão de alunos nos anos anteriores.
O tíquete presencial cresceu 5%, e o tíquete digital e semipresencial cresceu 14,6%. Isso ajudou a compensar a queda de base e sustentou o crescimento da receita.
No individual, a controladora teve receita de R$179 milhões, contra R$169 milhões no 1T25. O lucro bruto individual foi de R$87,3 milhões, contra R$81,1 milhões.
O lucro líquido individual foi de R$61,5 milhões, abaixo dos R$86,4 milhões do 1T25. A queda veio principalmente da piora do resultado financeiro, que ficou negativo em R$44,5 milhões, contra negativo em R$13,5 milhões no 1T25.
A equivalência patrimonial individual foi positiva em R$169,7 milhões, contra positiva em R$132,4 milhões no 1T25. Essa linha continuou sendo o principal suporte do lucro da controladora.
O fluxo operacional individual foi negativo em R$14,3 milhões, contra positivo em R$503 mil no 1T25. A piora mostra que a controladora voltou a consumir caixa operacional no trimestre.
O caixa individual caiu para R$20 milhões, contra R$45,7 milhões no fim de 2025. No consolidado, o caixa subiu para R$930,8 milhões, contra R$808,2 milhões no fim de 2025.
A dívida líquida foi reportada em 0,8x EBITDA ajustado ex-IFRS 16. Esse é um ponto positivo, porque mostra alavancagem ainda baixa.
A leitura central para o usuário é de cautela. A Cruzeiro do Sul Educacional segue lucrativa, com caixa consolidado alto, receita em crescimento e alavancagem controlada, mas o trimestre mostrou perda de margem, lucro menor, PECLD mais pressionada, base de alunos em queda e resultado financeiro pior.