A Cogna Educação iniciou 2026 com aceleração operacional relevante, crescimento forte de receita, lucro líquido positivo, EBITDA ajustado maior e nova estrutura organizacional mais simples.
O trimestre marca o início de uma nova fase de divulgação da companhia. Após o fechamento de capital da Vasta na Nasdaq, a Cogna Educação integrou Vasta e Saber em uma única unidade chamada Educação Básica. Com isso, a companhia passou a reportar duas unidades principais: Educação Superior e Educação Básica.
A receita líquida consolidada foi de R$2,1 bilhões no 1T26, crescimento de 31,9% frente ao 1T25. O avanço veio das duas unidades de negócio, com destaque para Educação Básica, beneficiada pelo PNLD, e Educação Superior, sustentada por captação presencial, rematrícula e aumento de tíquete.
A Educação Superior teve receita líquida de R$1,2 bilhão, crescimento de 10,9% frente ao 1T25. Todas as modalidades cresceram, com destaque para o presencial, que cresceu 15,2%.
A Educação Básica teve receita líquida de R$950,8 milhões, crescimento de 72,9% frente ao 1T25. O principal fator foi o PNLD, cujo faturamento foi deslocado do 4T25 para o 1T26 por descasamento temporal do calendário do governo.
O lucro bruto consolidado foi de R$1,4 bilhão, contra R$1,2 bilhão no 1T25. A geração bruta cresceu e acompanhou o aumento da receita.
O lucro operacional antes do resultado financeiro consolidado foi de R$411,1 milhões, contra R$301,8 milhões no 1T25. A melhora mostra avanço operacional relevante, especialmente na Educação Básica.
O EBITDA ajustado consolidado foi de R$679,6 milhões, contra R$556 milhões no 1T25. O EBITDA contábil foi de R$638,6 milhões, e o EBITDA gerencial foi de R$659,9 milhões.
O lucro líquido consolidado foi de R$141,2 milhões, contra R$94,2 milhões no 1T25. O lucro atribuível à controladora foi de R$141,4 milhões, contra R$95,1 milhões.
No individual, a controladora também teve lucro de R$141,4 milhões, acima dos R$95,1 milhões do 1T25. A melhora veio principalmente da equivalência patrimonial positiva de R$253,7 milhões.
O resultado financeiro individual foi negativo em R$113,4 milhões, pior que o negativo de R$89,1 milhões no 1T25. As despesas financeiras individuais foram de R$155,9 milhões, enquanto as receitas financeiras foram de R$42,5 milhões.
No consolidado, o resultado financeiro foi negativo em R$194,2 milhões, contra negativo de R$177,6 milhões no 1T25. A linha financeira continua sendo o principal limitador da conversão da melhora operacional em lucro líquido maior.
O fluxo operacional individual foi negativo em R$51 milhões, melhor que o negativo de R$74,6 milhões no 1T25. A melhora é positiva, mas a holding ainda consumiu caixa operacional no trimestre.
A dívida líquida consolidada caiu para R$2,8 bilhões, contra R$2,8 bilhões no fim de 2025, com leve redução. O índice de alavancagem financeira caiu para 20,47%, contra 21,08% no fim de 2025.
A leitura central para o usuário é de empresa em crescimento, mas ainda com postura neutra/cautelosa. A Cogna Educação mostrou crescimento forte, lucro, EBITDA maior, Educação Superior resiliente e Educação Básica muito beneficiada pelo PNLD, mas ainda precisa controlar PCLD, resultado financeiro, juros, caixa da holding e dependência de eventos sazonais em educação básica pública.