A Cambuci iniciou 2026 com receita praticamente estável, margem bruta mais alta, lucro líquido levemente maior e balanço ainda muito conservador. O trimestre mostra uma companhia financeiramente forte, com caixa líquido, liquidez elevada e dívida residual, mas com pressão de despesas operacionais e queda de EBITDA.
A receita líquida consolidada foi de R$99,2 milhões no 1T26, crescimento de 1,3% frente ao 1T25. O avanço foi modesto, mas positivo, especialmente após um 2025 de queda de receita.
O lucro bruto foi de R$50,7 milhões, crescimento de 5% frente ao 1T25. A margem bruta subiu para 51,1%, contra 49,3% no período comparável. Esse é o principal ponto operacional positivo do trimestre, porque mostra que a companhia vendeu com rentabilidade maior.
O EBITDA foi de R$20,5 milhões, queda de 12,4% frente ao 1T25. A margem EBITDA caiu para 20,7%, contra 23,9%. A queda veio principalmente do aumento de despesas com vendas, marketing, trade marketing, fretes, serviços de suporte às vendas, consultoria e modernização de infraestrutura de dados.
O lucro líquido foi de R$19,7 milhões, crescimento de 3,1% frente ao 1T25. A margem líquida ficou em 19,9%, acima dos 19,5% do ano anterior. A melhora foi sustentada por margem bruta maior, resultado financeiro positivo e reconhecimento de ativo fiscal diferido.
A leitura central é positiva, mas com cautela. A Cambuci segue rentável, tem balanço forte, caixa líquido e margem líquida elevada. Porém, o crescimento de receita ainda é fraco, o EBITDA caiu, o SG&A subiu acima da receita e o fluxo operacional da controladora ficou levemente negativo por consumo de capital de giro.