A Construtora Adolpho Lindenberg iniciou 2026 confirmando a mudança de patamar observada em 2025. O 1T26 combinou forte crescimento de receita, lucro líquido expressivo, vendas líquidas robustas, novo lançamento com alta aceitação comercial, VSO elevada, aumento do patrimônio líquido e manutenção de alavancagem corporativa bem mais baixa do que nos anos anteriores.
A companhia lançou, juntamente com a EZTEC, o empreendimento Metropolitan by Lindenberg no 1T26, torre única localizada na capital de São Paulo, com 546 unidades de médio-alto padrão, VGV total de R$313,7 milhões e participação direta da CAL de 30%. Na data de publicação do release, o empreendimento já contava com mais de 70% das unidades comercializadas e já havia superado a cláusula suspensiva de reconhecimento de receita.
As vendas líquidas totais somaram R$348,9 milhões no 1T26, crescimento de 143,4% frente ao 1T25 e queda de 26,2% em relação ao 4T25. A participação CAL totalizou R$132,6 milhões, equivalente a 38% das vendas totais, crescimento de 253,9% frente ao 1T25 e queda de 20,2% frente ao 4T25. Mesmo com queda sequencial em relação ao trimestre recorde do 4T25, o volume permaneceu forte.
A receita líquida consolidada foi de R$96,6 milhões no 1T26, crescimento de 203,3% frente ao 1T25 e queda de 54,5% em relação ao volume recorde do 4T25. A receita ainda reflete o novo patamar operacional pós-2025, com maior consolidação de projetos e avanço de obras.
O resultado bruto consolidado foi de R$28,8 milhões, com margem bruta de 29,8%. O resultado bruto cresceu 335% frente ao 1T25, e a margem bruta subiu 9 pontos percentuais. A margem também ficou acima da margem anual de 2025, reforçando melhora de rentabilidade bruta no início de 2026.
O EBITDA informado pela administração foi de R$16,9 milhões, com margem EBITDA de 17,4%. O EBITDA cresceu 514,2% frente ao 1T25, embora tenha caído 59% em relação ao 4T25. A margem EBITDA ficou acima do 1T25, mas abaixo do 4T25.
O lucro líquido atribuído aos sócios da controladora foi de R$16,4 milhões, contra R$2,1 milhões no 1T25. O resultado líquido total consolidado foi de R$12,3 milhões, pois houve resultado atribuído a não controladores negativo em R$4,1 milhões. A margem líquida da companhia foi de 17%, acima do 1T25 e também acima do 4T25.
A leitura central para o usuário é positiva, com cautela operacional e financeira. A companhia mostra que a virada de 2025 não foi pontual: vendas, receita, lucro, VSO e rentabilidade continuam em patamar superior ao histórico recente. Ao mesmo tempo, o crescimento é capital intensivo: os estoques consolidados quase dobraram em relação a 2025, fornecedores aumentaram, adiantamentos de clientes cresceram, a dívida bruta segue elevada e o fluxo de caixa operacional consolidado continuou negativo.