A Brisanet iniciou 2026 com crescimento consistente de receita, EBITDA elevado, lucro líquido positivo, geração operacional de caixa relevante e forte expansão da base móvel. A companhia segue como uma empresa operacionalmente saudável, com posição forte em banda larga fixa no Nordeste, avanço no 5G regional e modelo verticalizado de infraestrutura.
A receita líquida consolidada foi de R$453,9 milhões no 1T26, crescimento de 15,9% em relação ao 1T25. O lucro bruto consolidado foi de R$197,4 milhões, acima dos R$169,1 milhões do 1T25, mantendo margem bruta próxima de 43%. O EBITDA divulgado foi de R$191,8 milhões, com margem de 42%. O lucro líquido consolidado foi de R$19,1 milhões, levemente abaixo dos R$20,4 milhões do 1T25.
O principal ponto positivo do trimestre foi a combinação de crescimento com geração de caixa. A companhia informou geração de caixa operacional de R$224,9 milhões, equivalente a 117% do EBITDA do período. Na DFC consolidada, o caixa líquido das atividades operacionais foi positivo em R$119,8 milhões, mesmo após pagamento de juros e impostos.
A operação móvel foi o principal motor de expansão. A base móvel atingiu 953,5 mil acessos no fim do 1T26, crescimento de 111,1% em relação ao 1T25. Em abril de 2026, a companhia já havia alcançado 990 mil clientes móveis, presente em 320 cidades e cobrindo mais de 15,6 milhões de habitantes. Esse avanço reforça a estratégia de virar uma operadora regional convergente, combinando fibra, FWA e móvel.
A ressalva é que o crescimento móvel ainda pressiona margens e endividamento. A margem EBITDA caiu de 47% no 1T25 para 42% no 1T26, principalmente por custos de roaming, energia elétrica, expansão da infraestrutura móvel e maior provisão para contingências. A dívida líquida subiu para R$1,693 bilhão, e a alavancagem ficou em 2,24x EBITDA UDM.
A leitura central para o usuário é que Brisanet deve ser classificada como cautela com viés positivo. A empresa cresce, gera caixa, mantém lucro e tem operação sólida, mas ainda carrega dívida relevante, margem pressionada pela expansão móvel e CAPEX alto.