A Casas Bahia iniciou 2026 com crescimento de GMV, receita, lucro bruto e EBITDA ajustado, além de redução relevante da dívida líquida em relação ao 1T25. Porém, a companhia ainda apresentou prejuízo líquido muito elevado, resultado financeiro pesado, patrimônio líquido menor e forte dependência da dinâmica de capital de giro e fornecedores.
A receita líquida consolidada foi de R$7,416 bilhões no 1T26, crescimento de 6,1% em relação ao 1T25. A receita bruta consolidada foi de R$8,830 bilhões, alta de 6,4%. O GMV consolidado avançou 5%, para R$11,2 bilhões. O e-commerce cresceu 14,6%, com destaque para o 1P online, que cresceu 27,4%. As lojas físicas tiveram leve retração de 1,6%, após base forte de comparação no 1T25.
A margem bruta ficou praticamente estável, em 30,3%, contra 30,2% no 1T25. O lucro bruto consolidado foi de R$2,247 bilhões, acima dos R$2,109 bilhões do 1T25. O EBITDA ajustado divulgado pela administração foi de R$597 milhões, crescimento de 4,7%, com margem de 8,1%. Esses pontos mostram que a operação segue melhorando em escala, margem e eficiência.
A grande ressalva é que o resultado financeiro continuou muito pesado. O resultado financeiro consolidado foi negativo em R$1,171 bilhão, pior que os R$922 milhões negativos do 1T25. Mesmo com crescimento de receita e manutenção de margem, o LAIR ficou negativo em R$921 milhões, e o prejuízo líquido consolidado foi de R$1,064 bilhão, contra prejuízo de R$408 milhões no 1T25.
A leitura central para o usuário é que Casas Bahia segue como ativo de risco. A companhia mostrou melhora operacional e redução relevante da dívida líquida em relação ao ano anterior, mas ainda não conseguiu transformar a recuperação em lucro líquido. Juros altos, resultado financeiro, estrutura de capital, capital de giro e dependência de fornecedores continuam sendo os principais pontos críticos.