A Armac iniciou 2026 com melhora relevante no EBITDA ajustado, avanço de margem na locação, lucro líquido consolidado positivo e início de um ciclo de desalavancagem em base expandida. O trimestre mostra uma empresa ainda operacionalmente forte, com frota relevante, expansão via aquisições e capacidade de geração de EBITDA, mas com lucro líquido ainda baixo, alta despesa financeira e necessidade contínua de disciplina de capital.
A receita líquida consolidada foi de R$451,1 milhões no 1T26, crescimento de 2,5% em relação ao 1T25. A receita bruta total foi de R$488,5 milhões, alta de 1,4%. A receita bruta de locação caiu 6,3%, para R$378,3 milhões, enquanto a receita bruta de venda de ativos cresceu 73,2%, para R$110,2 milhões. Isso mostra que o trimestre teve maior contribuição da desmobilização/venda de ativos.
O EBITDA ajustado consolidado foi de R$213,5 milhões, alta de 38,3% em relação ao 1T25. Porém, esse número inclui efeito contábil positivo de avaliação/compra vantajosa associado às aquisições. O EBITDA ajustado consolidado recorrente, sem esse efeito de avaliação, foi de R$183,8 milhões. A leitura operacional ainda é positiva, mas o agente deve separar EBITDA recorrente de ganhos contábeis não caixa.
A locação foi o ponto mais forte do trimestre. O EBITDA ajustado de locação foi de R$163,4 milhões, alta de 7,8%, com margem de 47,9%, avanço de 6,1 pontos percentuais em relação ao 1T25. A companhia destacou melhora de eficiência operacional, redução de camadas gerenciais e queda superior a 25% nas despesas gerais, administrativas e comerciais de locação.
O lucro líquido consolidado foi de R$13,3 milhões, levemente acima dos R$12,5 milhões do 1T25. Porém, o lucro líquido atribuível aos controladores foi negativo em R$3,3 milhões. O resultado financeiro consolidado ficou negativo em R$107,5 milhões, pressionando fortemente o lucro final. A leitura central para o usuário é que Armac deve seguir em cautela: a operação melhorou, mas ainda há peso financeiro e necessidade de confirmar desalavancagem com caixa e lucro recorrente.